Vitoria síria em Qusseir quebra coluna vertebral dos mercenários

Vitoria síria em Qusseir quebra coluna vertebral dos mercenários
       
  
 

Damasco, 6 jun (Prensa Latina) A vitória do Exército Árabe Sírio na região central de Qusseir representa um golpe fulminante aos grupos mercenários que tentam derrocar o governo, ao cortar uma das principais vias de abastecimento militar do exterior.

Grupos opositores armados, sobretudo de tendência islâmica radical e da Frente Al-Nusra, filiada à rede terrorista Al Qaeda, tomaram a cidade e áreas próximas à fronteira com o Líbano há meses, enquanto governos ocidentais e regionais permaneciam calados.


Apesar de Damasco ter denunciado em várias ocasiões a fuga forçada de dezenas de milhares de cidadãos devido à violência dos chamados rebeldes, que usaram inclusive civis como escudo humano, parte da comunidade internacional fingia que não via o que estava acontecendo. No entanto, quando a ofensiva e cerco a Qusseir começou há semanas, atores e meios de comunicação internacionais começaram a se preocupar e começaram a atacar as autoridades por supostos atos de genocídio e por impedir o acesso da Cruz Vermelha para resgatar os feridos.

O embaixador permanente da Síria perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, Faisal Al-Hamwi, denunciou recentes manobras da ONU para colocar a culpa no governo mediante relatórios que catalogou de parciais, exagerados e manipulados com fins políticos.

Ao avaliar a importância da tomada de Qusseir, uma fonte do comando militar, que pediu anonimato, consultada na quarta-feira pela Prensa Latina, argumentou que constitui um triunfo estratégico que permite às Forças Armadas estender seu pleno domínio sobre o centro do país e iniciar a libertação das regiões de Alepo, Idleb e Hama ao norte.

Explicou que ao golpear o considerado "pulmão dos opositores", eles ficaram sem o "oxigênio" de soldados e equipamentos militares que vinham do Líbano de maneira contínua e alimentavam seus ataques em todo o território nacional.

Essa região era o lugar controlado pelos mercenários mais próximo a um porto, neste caso o de Trípoli, de onde vinham muitos embarques logísticos com os quais eram abastecidos por atores internacionais, explicou.

Isso permite cortar a rota de abastecimento dos irregulares que combatem ao redor da capital, e permitirá às tropas avançar em suas posições até liquidar o inimigo em um lapso ainda mais curto, destacou.

Sobre o assalto final a Qusseir, o informante disse que semanas atrás foi iniciada uma ofensiva contra os milhares de opositores armados que permaneciam ali, que começaram a se render de maneira massiva contra os contínuos ataques da artilharia que rodeava a cidade, umas 30 baterias de mísseis Katyusha e mais de 250 tanques, entre outras armas.

Indicou que em apenas uma jornada contaram ao redor de 800 deserções nas filas opositoras.

No dia 3 de junho, a inteligência interceptou uma comunicação do chefe dos mercenários da região, que se fazia chamar de Qaassem, e outro indivíduo no Líbano que falava árabe com muita dificuldade.

Através desse diálogo o exército ficou sabendo que os mercenários, em sua maioria pertencentes à Frente terrorista Al-Nusra, descreviam a situação como grave ao ter todas as vias de acesso bloqueadas e sem possibilidade de escapar, além de falta de alimentos, água, remédios e problemas de saúde, situação que os deixava desmoralizados.

Frente a isso, o general Ali Abdallah Ayoub, chefe do Estado Maior, deu a ordem de iniciar o ataque final com o nome de Operação Flautista de Hamelin, em alusão à famosa fábula do músico que liquidou uma praga de ratos em um povo com o toque de sua flauta.

Nos operativos foram liquidados ao redor de 930 terroristas, capturados mais de 300 de diversas nacionalidades árabes e de outras regiões, além de mil 500 que ficaram feridos, agregou.

Como parte das ações para restaurar a segurança, as unidades do Exército passaram um pente fino em todos os bairros para confiscar armas e levantar as barricadas e montinhos de terra colocados pelos irregulares.

O exército confiscou grandes quantidades de mísseis, explosivos C-4, granadas, metralhadoras, canhões de morteiro, munições, mapas, computadores e outros equipamentos, e equipes de engenheiros neutralizaram dezenas de explosivos colocados em moradias e vias públicas, informou a televisão local.

O triunfo em Qusseir motivou a comemoração em amplos setores do povo sírio que mantêm seu apoio ao presidente Bashar Al-Assad, enquanto que o premiê Wael Al-Halaki considerou a vitória um ponto de inflexão estratégico que abre as portas a novas vitórias e aponta à derrota das força mercenárias.

Neste sentido, uma fonte diplomática opinou ao dialogar com a Prensa Latina que os governos ocidentais e regionais que apadrinharam os mercenários durante dois anos estão ficando sem opções para conseguir o tão desejado derrocamento do presidente Bashar Al-Assad.

Teremos que ver se aqueles que investiram fortunas para manter uma maquinaria militar contra Damasco estão dispostos a assumir sua derrota ou continuarão tentando balcanizar o país, islamizá-lo, continuarão apostando na polarização do Oriente Médio para repartir entre eles as enormes reservas de gás que aqui subjazem, argumentou.

Muito próximo da conferência internacional de diálogo em Genebra, que anunciam agora para julho, permanece a interrogante: será por fim elaborado um acordo político ou, antes, o Ocidente decidirá lançar uma invasão militar?, analisou.

Fonte Prensa latina

 

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