Trabalhadores voltam às ruas dia 30 de agosto caso a pauta não avance

Centrais se reuniram em São Paulo, na sexta-feira

Na última sexta-feira, as centrais sindicais, que organizaram as manifestações e greves do Dia Nacional de Luta, 11 de julho, – CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, Intersindical e Conlutas – se reuniram em São Paulo para avaliar as mobilizações e definir os próximos passos da mobilização.

As centrais definiram pela realização de uma nova mobilização com paralisações no próximo dia 30 de agosto, e convocaram os trabalhadores, os sindicatos de todas as categorias e entidades sociais a novamente tomarem as ruas, caso não haja negociação por parte do governo em relação à pauta apresentada.

No último dia 11 de julho, o Dia Nacional de Luta mobilizou dois milhões de trabalhadores em todas as capitais e em diversas cidades do interior, que manifestaram a insatisfação com a política econômica do governo e foram taxativos na apresentação das reivindicações do movimento: Jornada de 40h, sem redução de salários; Contra o PL 4.330, sobre Terceirização, Fim do fator previdenciário; 10% do PIB para a Educação; 10% do Orçamento da União para a Saúde; Transporte público de qualidade; Reajuste digno para os aposentados; Reforma Agrária e Fim dos Leilões de Petróleo.

“Ficou claro para o Congresso Nacional e para o governo que é preciso atender à nossa pauta”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, ressaltando que “as centrais sindicais têm unidade na defesa da classe trabalhadora”. “Pela conquista dos itens da pauta de reivindicações que entregamos para o governo e para o Congresso, vamos até o fim”, concluiu o dirigente.

“11 de julho foi um dia histórico. Praticamente todas as categorias estiveram mobilizadas e mais de 2 milhões de trabalhadores participaram das manifestações nas capitais e no interior, em todos os estados e Distrito Federal”, afirmou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira). “O trabalhador, organizado, mostrou a sua força e disse ‘Não’ à política de favorecimento aos bancos, em detrimento da produção. Chega de superávit primário e privatizações. Queremos serviço público de qualidade”, complementou.

Os dirigentes ressaltam também que a pauta dos trabalhadores já havia sido apresentada em 2010, no entanto, desde o início do governo não houve negociação e nenhuma pauta avançou. Um exemplo disso é o fator previdenciário. Só este ano, foram realizadas diversas manifestações, no Congresso Nacional, pela votação do fim do fator, que reduz as aposentadorias. A sua extinção vem sendo adiada e governo não demonstrou nenhum interesse em firmar um acordo com as entidades.

No início do ano, o Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, chegou a afirmar que deixaria a votação do fator apenas para 2015, uma vez que as discussões haviam “esfriado”.

Nas ruas, as manifestações demonstram o oposto. De acordo com Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical, “vamos dar um prazo para o governo cumprir a pauta de reivindicações ou abrir negociações efetivas. (...) Mostramos que o povo quer mudanças na política econômica”, declarou.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, também afirmou que os sindicalistas estão aguardando um posicionamento do Governo Federal, nos próximos dias.

As mobilizações do dia 11 de julho foi o começo, afirmam as entidades. Como demonstramos na edição anterior, as manifestações e greves atingiram diversas cidades. Entre elas Osasco, região metropolitana de São Paulo, onde os manifestantes se reuniram em frente à metalúrgica Meritor, na Avenida João Batista, e seguiram até o Largo de Osasco. “É gratificante ver trabalhadores reunidos com seus sindicatos em busca de mudanças para todas as categorias do Brasil”, disse o presidente do Sindigráficos, Joaquim de Oliveira.

Em Aracaju (SE) trabalhadores de diversas categorias bloquearam as principais rodovias da capital sergipana e durante a tarde se concentraram na Praça Fausto Cardoso. O coordenador da CGTB-SE, Airton Costa Santos, colocou a necessidade de “suspender o leilão do petróleo contra as privatizações do pré-sal e do fim da sangria do dinheiro público para pagar bancos e financiar empresas multinacionais através do superávit primário e das desonerações”.

Em Maceió (AL) os transportes públicos não funcionaram e o comércio da região central ficou fechado.

Houve também paralisações em Natal (RN), onde mais de oito mil pessoas foram às ruas percorrendo as principais ruas da cidade exigindo investimentos públicos em saúde, educação e transporte e mudanças na política econômica que estagnou o crescimento do país.

Na Paraíba também houve passeatas e greves, com manifestação dos servidores públicos de João Pessoa, Rio Tinto, Conde, Boqueirão e região, Alagoas Nova e São Sebastião de Alagoas, na Paraíba.

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