Sicsu: Defesa do tripé macroeconômico de FHC é retrocesso

 

“Quem pede a volta do tripé macroeconômico de FHC, defende um Estado mínimo, defende um governo menos intervencionista, ou seja, defende menos gastos sociais. Esses que defendem esses pressupostos acreditam que o desenvolvimento pode ser encontrado pelas vias do mercado, da concorrência”, afirmou o economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeito (UFRJ), João Sicsu.

 

Nos últimos dias, Marina Silva e Dilma Rousseff vêm disputando para ver quem é mais aferrada ao tripé neoliberal que predominou no péríodo FHC. Para Sicsu, esse é um caminho desastroso. "Nesses últimos 10 anos seguimos por outro caminho. Um caminho que reconhece as forças importantes e necessárias do mercado, mas com o entendimento de que essas forças devem ser reguladas no sentido de direcioná-las para promover movimentos econômicos e sociais", destacou.

 

Segundo Sicsu, a volta ao passado significa negar toda a demanda que existe atualmente no interior da sociedade, que clama por mais avanços em áreas como a educação e saúde pública e de qualidade. Atender essa demanda significa ter um Estado forte e presente. Defender a volta da era FHC, significa defender a ideia de se governar para uma minoria que tem plano de saúde privada, acesso a educação privada", alertou o pesquisador.

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