Saúde Pública do Rio de Janeiro, gerida por OSs, entra em colapso

O novo Secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, afirmou que vão ser feitos cortes drásticos nas verbas dos hospitais e da saúde em geral no Estado.”Teremos que fazer cortes, não tem outra opção”, disse o secretário. “Não temos condições de pagar. Não tem outra maneira de resolver”, acrescentou. O rombo na saúde do Rio de Janeiro chega a R$ 1, 3 bilhão. 

O Secretário da Saúde garantiu que o governador o contratou para resolver o problema porque ele sabe “administrar com poucos recursos”. Teixeira reconheceu que a maioria dos hospitais administrados pelas OSs estavam sucateados e citou o exemplo do Hospital Getúlio Vargas, na Penha.A crise na saúde pública do Rio de Janeiro revela duas coisas. A primeira é que os recursos do governo federal para a saúde pública são totalmente insuficientes. A prova é que não és ó o Rio que está em crise. Todos os Estados vivem situação semelhante. O abandono da saúde da população é causado pela prioridade quase absoluta do governo federal em desviar recursos do orçamento para o pagamento dos juros dos bancos. Só em 2015 serão mais de meio trilhão de reais que serão usados para o pagamento de juros.

A segunda coisa é que a crise desmascara aqueles que defendem a supremacia da gestão privada das Organizações Sociais - grupos privados que gerenciam verbas e mão de obra - sobre a gestão pública dos recursos. A total falência das emergências do Estado do Rio é o retrato da incompetência gerencial dessas "organizações". Praticamente todos os hospitais do Estado são geridos por OSs. Quando as Organizações Sociais vivenciam a situação de falta de recursos, o sistema entra em colapso, por falta de compromisso com a população.Isso acontece porque as OSs são empresas que se fingem de filantrópicas, mas são, na verdade, empresas privadas, que visam a obtenção de lucro. Elas administram verbas públicas, mas buscam o lucro. Quando essas verbas escaceiam, como está acontecendo agora, eles pulam fora do barco. Para eles, o fato da população ficar sem atendimento de emergência, por exemplo, não tem nenhuma importância. O que interessa são os recursos que eles recebem. Não chega dinheiro, fecham a porta e dane-se o povo.

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