Rússia recusa na ONU resolução contra referendo da Crimeia

Nações Unidas, 27 mar (Prensa Latina) A Rússia recusou hoje, na Assembleia Geral das Nações Unidas, um projeto de resolução apresentado pelo novo governo da Ucrânia para buscar apoio internacional no desconhecimento ao recente referendo que definiu a reincorporação da Crimeia ao país euro-asiático.

"A Rússia é contra o projeto porque tem um tom belicista e questiona-se uma consulta popular com um papel histórico", afirmou na plenária dos 193 membros da ONU o embaixador permanente de Moscou aqui, Vitaly Churkin.

O diplomata recordou que a península da Crimeia foi parte da Rússia e compartilha sua história e tradições, apesar da sua transferência, em 1954, à Ucrânia.

Desde então, esse povo tentou exercer o direito à autodeterminação e depois do fim da União Soviética nunca aceitou fazer parte da Ucrânia, até que sua paciência acabou no marco da atual crise nessa nação, causada em grande parte por ações de setores que querem romper seus vínculos seculares com a Rússia, advertiu.

De acordo com Churkin, as autoridades que chegaram ao poder pela força em Kiev fizeram a Ucrânia escolher entre a União Europeia (UE) e a Rússia, o que complicou ainda mais a situação da península, onde impuseram um governo contrário aos interesses locais.

No dia 16 de março, 97 por cento dos habitantes da Crimeia que participaram do referendo se pronunciou pela integração à Rússia.

Diante desta situação, o embaixador russo considerou que "não faz falta adotar resolução alguma, é preciso somente levar em consideração os interesses dos povos".

A iniciativa foi apresentada na Assembleia Geral pelo chanceler interino da Ucrânia, Andrei Dechtchitsa, que pediu o respaldo do fórum ao texto.

Segundo disse, a consulta violou a Carta da ONU e representa a anexação da Crimeia à Rússia, o "que poderia criar um precedente".

Os Estados Unidos e a UE ratificaram sua rejeição à consulta popular e o desconhecimento de seus resultados.


El embajador ruso ante la ONU, Vitali Churkin, subrayó antes de la votación que el documento incita a la “confrontación” y que “es contraproducente cuestionar” la importancia del referéndum del pasado 16 de marzo, en el que la mayoría abrumadora de los crimeos votaron por la adhesión a Rusia.

Tras la aprobación del texto, el propio Vitali Churkin expresó: “El resultado es bastante bueno para nosotros, hemos obtenido una victoria moral y política. Ahora no se puede hablar de un aislamiento de Rusia en esta situación”, aseguró Churkin al término de la votación, en la que a favor de la resolución ‘antirrusa’ se pronunciaron 100 naciones, 11 votaron en contra y 58 se abstuvieron.
Antes de la votación, muchos países fueron sometidos a una enorme presión por parte de Occidente, aseguró el representante permanente de Rusia.
“Muchos países se han quejado de que recibieron una fuerte presión de las potencias occidentales para que votaran a favor de la resolución”, expresó Churkin.
Antes de ser aprobado, el viceministro de Exteriores de Rusia, Guennadi Gatílov, aseguró que el proyecto de resolución sobre Ucrania contra Rusia en la ONU es un intento de desvirtuar la esencia de los procesos en Ucrania.


ls/wmr/es
Modificado el ( jueves, 27 de marzo de 2014 )

 

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