Reino Unido nega visto ao antiterrorista cubano René González

       
  
 

Londres, 5 mar (Prensa Latina) O governo do Reino Unido negou o visto ao antiterrorista cubano René González, convidado à Comissão Internacional de Investigação sobre o caso dos Cinco, que será realizada nos dias 7 e 8 de março em Londres.

Segundo informou um comunicado de imprensa, "na segunda-feira, 3 de março, poucas horas antes de que René González deveria pegar seu voo de Havana para Londres, foi-lhe negada sua solicitação de visto para viajar ao Reino Unido".

O texto, difundido pelo Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, explicou que González é a testemunha principal do evento que acontecerá no prestigioso Law Society (Colégio de Advogados) nesta capital.

De acordo com a nota, em sua carta de denegação, o escritório de Imigração do Reino Unido e o Escritório de Visto sustentaram que a negativa se deveu ao ponto 320 (2b) da Lei de Imigração, o qual estipula que se proíba a entrada ao país de uma pessoa que foi condenada a mais de quatro anos de prisão.

Ainda que possa ser concedido em circunstâncias excepcionais, o governo britânico adverte que não considera a participação de González à Comissão Internacional razão suficiente para justificar seu visto.

Rob Miller, diretor da Campanha de Solidariedade com Cuba aqui - um dos organizadores da Comissão - disse que estão "profundamente desapontados e surpresos pela decisão da negativa de visto ao René González".

Miller recordou que o caso dos Cinco está muito politizado, portanto que tal resposta "só pode ser interpretada como uma decisão política".

"Temos recebido assessoria legal e apelaremos a decisão, incluindo uma Revisão Judicial Urgente se for necessário", destacou.

Milhares de pessoas no Reino Unido, incluindo centenas de deputados, fizeram campanha pela liberdade e justiça para os Cinco durante mais de 10 anos e esperam dar as boas-vindas a René, explicou Miller.

René González foi o primeiro dos Cinco a retornar a Cuba (em 2013) após cumprir sua sentença em um presídio dos Estados Unidos em outubro de 2011, passar ao regime de liberdade supervisionada e depois de um processo que implicou a renúncia e perda de sua cidadania estadunidense.

Foi detido em 12 de setembro de 1998 na cidade de Miami junto a Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, segundo a sair da prisão por cumprimento da sentença e na ilha caribenha desde o dia 28 de fevereiro.

Os Cinco vigiaram os planos de grupos de extrema direita da Flórida "responsáveis por realizar ataques terroristas contra Cuba", acrescentou o comunicado de imprensa.

Grupos internacionais de direitos humanos questionaram a imparcialidade do julgamento que lhes foi dado em Miami e um dos objetivos da Comissão de Investigação é investigar este aspecto do caso.

Ao menos 20 testemunhas e comissionados, incluindo a equipe legal dos Estados Unidos, membros da família, vítimas do terrorismo contra Cuba e especialistas em direito internacional, entre outros, estão chegando a Londres para participar do encontro.
Fonte Prensa Latina 

 

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