Putin: por uma américa latina sustentável e independente

 


Hoje a cooperação da Rússia com os países latino-americanos é uma das áreas principais e bem promissoras de política externa. Somos unidos por um compromisso com os princípios do multilateralismo nos negócios internacionais, o respeito ao direito internacional, o reforço do papel central da ONU, garantia do desenvolvimento sustentável. Tudo isso nos torna parceiros naturais na arena internacional, nos permite desenvolver a cooperação em uma ampla gama de questões, disse o presidente Vladímir Vladímirovich Putin em entrevista a Luis Enrique González Acosta, de Prensa Latina, antes de viajar a Cuba, Argentina e Brasil.

América Latina

Prensa Latina – Os líderes russos não visitam a América Latina tão frequentemente como as outras regiões do mundo. O que – no sentido amplo, não só material – pode a América do Sul dar à Rússia de hoje, e o que a Rússia pode dar à América Latina?

Putin – As relações entre os nossos países e, o mais importante, entre os povos, não podem ser avaliadas pelo número de visitas ao nível mais alto. O mais importante são os benefícios mútuos que a nossa cooperação traz. E é isso que é a base mais estável dos laços multifacetados entre a Rússia e a América Latina.

A América do Sul ou, falando mais amplamente, a América Latina é um continente original e próximo nós em termos do espírito e cultura. Pinturas de muralistas mexicanos e tango argentino, condor peruano fazem parte do património mundial a muito tempo. Todos nós somos inspirados pelas obras do grande escritor e pensador colombiano Gabriel García Márquez, admiramos as obras do eminente arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

A América Latina é uma fonte rica de recursos naturais – petróleo e bauxita, água doce e alimentos. Os países da região têm uma experiência muito interessante de terem criado um modelo bem estável de desenvolvimento democrático e crescimento econômico com um forte componente social.

Temos grande respeito pela história da luta dos povos da América Latina pela independência, pelo direito de assumir o controle do seu próprio destino

Temos grande respeito pela história da luta dos povos da América Latina pela independência, pelo direito de assumir o controle do seu próprio destino

Temos grande respeito pela história da luta dos povos da América Latina pela independência, pelo direito de assumir o controle do seu próprio destino. São bem conhecidos no nosso país os lendários Bolívar e Martí, Che Guevara e Salvador Allende. “Continente flamejante” não é apenas uma caraterística de uma certa etapa do passado latino-americano. É um símbolo da aspiração a uma vida melhor, prosperidade, progresso e justiça social.

Hoje a cooperação da Rússia com os países latino-americanos é uma das áreas principais e bem promissoras de política externa. Somos unidos por um compromisso com os princípios do multilateralismo nos negócios internacionais, o respeito ao direito internacional, o reforço do papel central da ONU, garantia do desenvolvimento sustentável. Tudo isso nos torna parceiros naturais na arena internacional, nos permite desenvolver a cooperação em uma ampla gama de questões. Estamos agradecidos aos sul-americanos pelo apoio das nossas iniciativas internacionais, incluindo a demilitarização do espaço exterior, consolidação da segurança de informação internacional, combate à glorificação do nazismo.

É de importância fundamental para nós que, independentemente de qual força política chefia um ou outro país da região, nas relações com a Rússia permanece a continuidade que reflete os principais interesses nacionais.

Falando do lado material da cooperação, tentamos ampliar a interação econômica e comercial, em primeiro lugar, o componente de investimentos. Estamos interessados em promover alianças de projetos, produção e tecnologia com participação dos países da região, proveito máximo das economias complementares, cooperação em tais áreas importantes como energia de gás e petróleo, hidroenergia e energia nuclear, construção de aviões e helicópteros, infraestrutura e, ultimamente, biofarmacêutica e tecnologias de informação.

Continuaremos a continuar a prestar aos latino-americanos assistência prática para combater novas ameaças, inclusive a formação de representantes dos órgãos responsáveis pela segurança nos cursos regionais antidrogas em Lima e Manágua. Reforçaremos a interação concreta no rescaldo de desastres naturais.

Achamos importante contribuir para a expansão dos laços humanitários, intercâmbios entre estudantes, juventude e turistas, contatos entre as pessoas. Sem dúvida, ajuda a alcançar esse objetivo o regime de isenção de visto recíproca introduzido nos últimos anos para os nossos cidadãos, abrangendo quase toda a América do Sul e vários países da América Central e do Caribe, e o número de tais países ainda vai crescer.

PL – Como o Senhor se sente em relação às novas plataformas de integração na América Latina, tais como CELAC, UNASUL e ALBA? Que laços com essas associações poderia desenvolver a Rússia?

Putin – Estamos interessados em uma América Latina forte, economicamente sustentável e politicamente independente, unida, que está se tornando uma parte importante de uma ordem mundial policêntrica emergente. Nessa região existe a forte tradição de liberdade e respeito pelas outras pessoas e outras culturas e, normalmente, não há graves conflitos entre os países, nem desejo de apoiar a política de “dividir para reinar”. Pelo contrário, aqui estão prontos para trabalhar juntos para proteger a “casa latino-americana” comum.

Os processos de integração na América Latina refletem em grande parte as tendências mundiais do desenvolvimento da integração regional e atestam ao compromisso com a consolidação política na região, com reforço da sua influência nos negócios internacionais.

Gostaria de destacar a formação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Trata-se de uma associação de todos os países do continente direcionada para se tornar om fórum para examinar os assuntos regionais sem participação e interferência de forças externas. Saudamos a prontidão da CELAC para fomentar os laços fora da região, inclusive com a Rússia. No ano passado foi realizada em Moscou a reunião dos chanceleres da Rússia e da “troika” ampliada da Comunidade. Agora é importante definir as áreas concretas da cooperação. Nós estamos prontos para esse trabalho.

Achamos bem promissora a promoção de contatos entre a CELAC e os países-participantes da União Aduaneira – Espaço Econômico Único. A Rússia junto com Belarus e Cazaquistão estão aprofundando os processos de integração – em maio passado firmaram o Acordo sobre a criação da União Econômica Euroasiática, que começará a funcionar já a partir de 1 de janeiro de 2015. Está em formação um dos maiores mercados do mundo – com população de quase 170 milhões de pessoas, com circulação livre de capitais, bens, serviços e mão de obra. O mercado baseado em princípios universais, normas e regras da OMC. Isso faz contribuição significativa para as condições na área de negócios no espaço euroasiático, amplia as possibilidades para promover contatos empresariais mutuamente vantajosos com os parceiros externos.

Quero sublinhar que estamos abertos a interação substantiva com todas as associações da região latino-americana. Além da CELAC estou falando sobre a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), Aliança do Pacífico (AP), Sistema de Integração Centro-Americana (SICA), Comunidade do Caribe (CARICOM).

O mais importante é que todas essas associações, promovendo seus laços externos, trabalhem para unidade, ao invés da separação dos países latino-americanos, inclusive conforme critérios políticos e ideológicos. Contamos com que a consolidação da cooperação multilateral servirá como um fator adicional no desenvolvimento bem-sucedido das nossas relações bilaterais com os parceiros latino-americanos.

Cuba

O primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, recebe o presidente Vladímir Putin, a sua chegada ao Aeroporto Internacional José Martí de La Habana, em visita oficial a Cuba. Foto PL

O primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, recebe o presidente Vladímir Putin, a sua chegada ao Aeroporto Internacional José Martí de La Habana, em visita oficial a Cuba. Foto PL

PL – A Rússia e Cuba têm tradição de muitos anos das relações bilaterais, e os nossos países procuram desenvolvê-la no espírito da parceria estratégica. Qual é o fundamento das relações russo-cubanas hoje em dia? Como o Senhor vê o futuro delas?

Putin – A base das relações russo-cubanas é tradição longa de amizade sólida e experiência rica, em grande parte única da cooperação frutífera. O povo russo tem simpatia sincera e respeito pelos cubanos. Estou convencido de que esses sentimentos são recíprocos.

Como se sabe, nos anos 90 do século 20 os ritmos da nossa cooperação bilateral baixaram, e os parceiros estrangeiros de outros países nos ultrapassaram em várias áreas. Por exemplo, os canadenses proporam a Cuba projetos promissores conjuntos na indústria de mineração, os europeus desenvolviam ativamente o turismo. Estamos prontos para recuperar o atraso.

Hoje em dia Cuba é um dos principais parceiros da Rússia na região. A nossa interação é de caráter estratégico e é orientada para perspectiva de longo prazo. Estamos realizando coordenação estreita da política externa, inclusive no âmbito das organizações multilaterais. As nossas posições coincidem no que se refere a vários assuntos globais e regionais.

A tarefa principal da agenda bilateral é ampliação dos laços econômicos à base do Programa intergovernamental de cooperação econômica e comercial, científica e tecnológica para os anos 2012-2020. Estão sendo desenvolvidos grandes projetos na área de indústria, alta tecnologia, energia, aviação civil, uso pacífico do espaço exterior, medicina, biofarmacêutica.

Uma das áreas mais importantes dos trabalhos conjuntos é incremento de intercâmbio humanitário. Já se tornou uma boa tradição a realização em Cuba de turnês de grupos musicais e teatrais russos, exposições de grande escala. Continuaremos a estreitar os contatos entre representantes da juventude e círculos científicos, cooperação na esfera da educação e turismo.

Enfim, miramos o futuro das relações russo-cubanas com otimismo. Há boas perspectivas praticamente em todas as áreas-chave da cooperação bilateral.

PL – Os volumes do comércio e investimentos entre Moscou e Havana ainda não atingiram o nível tão alto como as relações políticas e diplomáticas. Que passos a Rússia poderia sugerir para aumentar o volume de investimentos russos em Cuba e elevar significativamente o nível da cooperação na área de comércio entre os dois países? Existem projetos grandes em Cuba dos quais com certeza participarão empresas russas?

Putin – Os laços russo-cubanos na área de comércio e investimentos têm grande potencial. Para aproveitá-lo de forma eficaz, funciona de forma regular a Comissão intergovernamental, cuja 12ª reunião está planejada para outono do ano corrente em Havana. Existe cooperação intensa entre as estruturas empresariais – Conselhos Empresariais “Rússia–Cuba” e “Cuba–Rússia”. As nossas empresas tradicionalmente participam da Feira Internacional de Havana anual: em 2013, 50 empresas russas apresentaram seus produtos.

Acreditamos que existem todas as possibilidades para passar ao nível qualitativamente novo da cooperação – inclusive por via de projetos grandes conjuntos.

Em particular, em agosto de 2013 S/A “Zarubezhneft” iniciou a perfuração do primeiro poço de produção no campo “Boca de Jaruco”.

No futuro próximo – exploração de novos campos na plataforma continental de Cuba. S/A “Zarubezhneft” e S/A “NK “Rosneft” estabeleceram interação ativa com a companhia estatal cubana “Cupet” por estes fins.

S/A “INTER RAO” pretende aderir à construção de blocos de energia para a usina termelétrica “Máximo Gómez” e “Havana Oriental”. Equipamentos de energia elétrica russa estão sendo fornecidos a Cuba.

Devido ao desenvolvimento em Cuba da zona econômica especial “Mariel” uma série de empresas russas especializadas, em particular, em fabricação de artigos de plástico armado, produção de autopeças, montagem de tratores e maquinaria para indústria ferroviária, expressaram interesse em promover cooperação.

Está sendo elaborado um projeto de grande escala com participação da Rússia, Cuba, com possível atração de investimentos de terceiros países para formar um grande centro de transporte. Ele visa com modernização do porto marítimo “Mariel” e construção na cidade de San Antonio de los Baños de um aeroporto internacional moderno com terminal de carga.

Atribuimos grande importância à cooperação na área de alta tecnologia. Em especial, estamos trabalhando ativamente para criar na ilha uma infraestrutura terrestre do sistema GLONASS, fornecer a Cuba produtos, serviços e tecnologia na área de sondagem remota da Terra e telecomunicações via satélite.

Também atesta ao caráter estratégico das relações o fato de a Rússia ter dado um passo sem precedente – cancelámos 90% da dívida de Cuba em empréstimos feitos na época soviética. A soma total da dívida é enorme – mais de 35 bilhões de dólares. O acordo intergovernamental respetivo foi firmado em outubro passado e agora está na fase final da ratificação. Ademais, os 10% restantes – ou seja 3,5 bilhões de dólares – serão gastos em própria Cuba, em projetos de investimentos importantes que pretendemos selecionar e consolidar com a Parte Cubana. Os objetos seriam orientados para desenvolvimento social e econômico da república. Contamos com que esses investimentos sejam frutíferos.

PL – Como estão se desenvolvendo os laços tradicionais entre os nossos países na esfera humanitária, na área cultural e de turismo?

Putin – O desenvolvimento dos laços nessas áreas é prioritário. Dezenas de milhares de cubanos estudaram no nosso país. Anualmente damos aos estudantes cubanos a oportunidade de estudar em universidades russas por conta do orçamento federal – Cuba recebeu 100 bolsas para os anos 2014-2015.

É com grande êxito que estão sendo implementados os projetos conjuntos na esfera de teatro e arte musical. O exemplo notável é o triunfo que a apresentação de “Anna Karenina” pelo teatro Evgueni Vakhtangov, que foi considerado em Cuba o melhor espetáculo estrangeiro de 2013, teve em outubro passado.

A Rússia participa ativamente de feiras de livro internacionais anuais em Havana, inclusive da 23a Feira que teve lugar em fevereiro passado. Damos muito valor à oportunidade de fazer com que os cubanos conhecessem a literatura clássica e contemporânea russa.

Acho bom que depois de um intervalo prolongado Cuba voltou para a Associação internacional de professores da língua e literatura russa. Junto à Associação foi criado um grupo de especialistas em língua russa, e à base do departamento especializado da Universidade de Havana foram abertos os cursos respetivos.

O monumento verdadeiro à amizade russo-cubana é a igreja ortodoxa em Havana que foi inaugurada em 2008 conforme a iniciativa do líder da revolução cubana Fidel Castro.

A menos de um mês atrás esteve no nosso país a delegação da juventude cubana – no âmbito do programa de viagens de referência para a Rússia de representantes jovens dos círculos políticos, sociais, científicos e empresariais dos países estrangeiros “Nova geração”. Tais viagens se realizam já há dois anos. Contamos com que essa prática tenha no futuro caráter regular.

Achamos mutuamente vantajosa e promissora a cooperação na área de turismo. No ano passado mais de 70 mil de cidadãos russos visitaram a ilha. Agora estamos implementando as medidas para aumentar o número de companhias aéreas que realizem os vôos diretos entre as cidades dos dois países. Assim, pretendemos garantir crescimento sustentável do fluxo de turistas russos para Cuba.

Argentina

A Rússia saúda a aspiração das autoridades argentinas a aproximar-se do BRICS

A Rússia saúda a aspiração das autoridades argentinas a aproximar-se do BRICS

PL – Quais são os rumos principais do desenvolvimento das relações da Rússia com a Argentina? Quais são as expetativas do Senhor em relação à visita a esse país? Que objetivos pretende alcançar para que a visita possa ser considerada bem-sucedida?

Putin – A Rússia e a Argentina são unidas pela história de mais de um século de laços estreitos e atração mútua forte. Dizem que um em cada seis argentinos tem pelo menos uma gota de sangue russo. Para muitas pessoas do nosso país Argentina virou a segunda pátria. Em 2015 comemoremos 130 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas.

Hoje em dia a Argentina é um dos parceiros principais, estratégicos da Rússia na América Latina, na ONU, G20. As nossas abordagens aos assuntos fundamentais da política global são próximas ou coincidem. Temos visão única em relação à necessidade de formação de uma nova ordem mundial mais justa e policêntrica, com base em direito internacional e papel central coordenador da ONU. O bom exemplo da interação entre os nossos países foi assinatura em maio passado da Declaração Conjunta da Federação da Rússia e da República Argentina sobre não primeira colocação de armas no espaço exterior.

Valorizo muito o diálogo construtivo e de confiança com a Presidente Cristina Fernández de Kirchner. Vejo a minha visita a Buenos Aires como a oportunidade de discutir todo o conjunto de assuntos atuais da agenda bilateral e internacional, continuar a troca frutífera de opiniões sobre os meios de aprofundamento das relações em várias áreas, traçar projetos conjuntos da cooperação mutuamente vantajosos.

PL – O nível atual do intercâmbio comercial entre a Rússia e Argentina é relativamente baixo. O que precisa ser feito, na opinião do Senhor, para dar impulso às relaçoes econômicas entre os dois países?

Putin – Em 2009 os nossos países assinaram o Plano de Ação da Parceria Estratégica, à base do qual temos trabalhado de maneira frutífera nos últimos anos e, aparentemente, alcançámos o nível alto em termos do cumprimento dos passos previstos.

Quando falamos sobre cifras, o importante é com que comparar. Na última década o volume do comércio russo-argentino cresceu seis vezes e atingiu o nível estável de 1,8 bilhões de dólares, o que permite considerar a Argentina um dos parceiros principais da Rússia na economia e comércio na região da América Latina.

A cooperação se realiza à base de vantagens mútuas. Por exemplo, nos compramos nos volumes necessários os produtos agrícolas que têm demanda no nosso país.

Outra coisa é que os projetos implementados nos últimos anos pelos empresários russos e argentinos em tais áreas como energia, energia elétrica, setor de gás e petróleo, engenharia de transportes e outros, ainda não resultaram em aumento significativo do intercâmbio comercial. Aqui tem espaço para aperfeiçoamento.

Pretendemos prestar atenção especial ao incremento da cooperação tecnológica e de investimentos, em particular, no setor da energia, uso da energia nuclear para fins pacíficos, construção de máquinas. Vemos boas perspetivas no futuro para trabalho conjunto na Antártica. Pretendo abordar todos esses assuntos em detalhe no decorrer das negociações com Presidente Cristina Fernández de Kirchner.

PL – Em março, apareceu a informação que a Argentina poderia se tornar o sexto país do BRICS. Esta ideia foi apoiada por três dos cinco países – Índia, Brasil e África do Sul. Qual é a opinião da Rússia sobre o assunto? Seria razoável espandir o BRICS? Quais são os critérios para a eventual adesão de um país ao BRICS?

Putin – A Rússia saúda a aspiração das autoridades argentinas a aproximar-se do BRICS. É possível estabelecer uma parceria estratégica do BRICS com a Argentina – como acontece com outros grandes países em desenvolvimento – em aspectos políticos, econômicos e financeiros internacionais.

No entanto, a questão da expansão do BRICS não está sendo examinada em termos práticos. Primeiro é preciso ajustar os trabalhos de vários formatos de cooperação já existentes no âmbito da união.

Não há critérios rigorosos para aderir ao  BRICS. A decisão é tomada individualmente.

Em geral, hoje cada vez mais países estão enxergando as perspectivas da nossa associação. Por isso no futuro provavelmente surgirá a questão da ampliação gradual do BRICS.

* Prensa Latina de Moscou, Rússia, para Diálogos do Sul

 

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