PSDB de SP ameaça denunciantes do escândalo Siemens/Alston

 
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São Paulo -A resposta do PSDB ao ser confrontado com as denúncias de corrupção em sucessivos governos tucanos em São Paulo foi de atacar os denunciantes, desqualificando-os, bem como às denúncias, afirmando que elas estão sendo “partidarizadas”, e de “cobrar explicações” dos acusadores. Um dos principais alvos foi o deputado Simão Pedro, que está à frente da Secretaria Municipal de Serviços de São Paulo.

 

O PT então lançou nota reforçando não ser passível de intimidação e afirmando que cumpriu os deveres no que tange às acusações. A nota ressalta que Simão Pedro “atuou de maneira irretocável ao encaminhar o pedido de investigação ao Ministro da Justiça”. Como o próprio Simão Pedro escreveu, em uma nota pública dele mesmo:

 

“Em 2010, recebi denúncias documentadas de um provável esquema de pagamento de propinas para obtenção de contratos na CPTM e encaminhei ao Ministério Público de São Paulo.

 

Novamente, em 2011, recebi denúncia de prejuízo ao erário público na contratação de reformas dos 96 trens das linhas 1 e 3 do Metrô, com fortes indícios de acertos entre um conjunto de empresas. Encaminhei nova representação ao Ministério Público de São Paulo.

 

Posteriormente recebi documentos contendo graves denúncias de irregularidades praticadas no Governo do Estado de São Paulo que reafirmavam as minhas denúncias anteriores. Cumprindo meu dever encaminhei a documentação ao Ministro da Justiça José Eduardo Martins Cardozo para analisá-las e decidir as providências necessárias.”

 

O principal porta-voz das acusações tucanas é o deputado federal e secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal. Tudo veio abaixo depois de um grande esquema de cartel ter sido revelado nas licitações de trens e metrôs de São Paulo, entre diversas empresas multinacionais e agentes do governo, ao longo das gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

 

As denúncias foram sendo recebidas ao longo de anos, e vêm sendo investigadas. Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, uma das empresas envolvidas, é um dos principais denunciantes, já que sua empresa assinou um acordo, bem como outras envolvidas, para colaborar com as investigações. No dia 21 de novembro, foi divulgado relatório em que Rheinheimer cita diversos tucanos como recebedores de propina do cartel dos trens.

 

O Ministério da Justiça foi então acusado, por tucanos e pela mídia em geral, de usar a estrutura pública, especificamente o Cade, para fazer acusações políticas. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público pelo PT e ao Ministério da Justiça por Simão Pedro.

 

O Ministério da Justiça ainda divulgou nota em que afirma que “tendo recebido do deputado Simão Pedro denúncias, acompanhadas de documentos, envolvendo a ocorrência de eventuais atos ilícitos na execução de obras do metrô de São Paulo, encaminhou-as, no estrito cumprimento do dever legal, à Policia Federal (PF) para as devidas investigações. O Ministério reafirma que a documentação não foi encaminhada à PF pelo Conselho Administrativa de Defesa Econômica (Cade)”.

 

Ao invés de fazerem o esperado e auxiliarem nas investigações, emplumados tucanos como Aníbal tentam intimidar os denunciantes, afirmando até que vão convocar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para dar explicações no Congresso.

 

 

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