Professor defende ensino da Evolução como ferramenta de aprendizado na biologia

Professor defende ensino da Evolução como ferramenta de aprendizado na biologia

 


A evolução como ferramenta educacional

Um curso que se proponha a ensinar a diversidade dos seres vivos possui um desafio em qualquer sala de aula do mundo: a grande quantidade de filos, classes e demais categorias taxonômicas relevantes nos mais diversos reinos (ou domínios). Além dos nomes, estão acompanhadas diversas características morfológicas e fisiológicas que podem “chegar a desenvolver repúdio a todo este conhecimento”, como afirma o PCN de Ciências Naturais do Ministério da Educação.[1]

Existe algum facilitador para o desenvolvimento desse conteúdo? Ou deveríamos fazer abordagens mais simplificadas, relevando a questão da nomenclatura científica?

A proposta no documento do MEC para o ensino fundamental traz estratégias. Entre elas abordar a questão de uma forma regionalizada, variando o currículo de acordo com o local da instituição de ensino: “à beira-mar (…) pode ser relativamente fácil para os alunos conhecerem os animais da comunidade entre-marés, constituída por numerosos crustáceos (cracas, lígias), moluscos (caramujos e mexilhões), celenterados (anêmonas) e peixes, entre outros”. Já em outros locais, como “florestas brasileiras são significativos os insetos, as aranhas, as minhocas e os vertebrados, como roedores e vários primatas, além das aves”.

Entretanto, seja no ensino fundamental, médio ou na graduação, um curso de ciências naturais não pode (e não deve) abster-se de apresentar grupos relevantes de seres vivos aos estudantes devido a dificuldade da numerosa nomenclatura. Obviamente, em cada nível educacional existe um conteúdo apropriado para apresentar essa biodiversidade. Porém, chama atenção nos livros didáticos, em cursos de ciências, e mesmo em cursos de graduação, a ausência da grande “liga” entre esses grupos de seres antes do início dessa análise: a teoria da evolução das espécies.

De fato, apresentar aos alunos uma sequência de seres, com nomes e caraci-1075406de94e3bc8c5f6d6c0d165ce3e-Darwin_thinksterísticas diferentes ao longo de um ano (ou mais, como por exemplo, em um curso de zoologia), pode tornar essa tarefa exaustivamente tediosa e pouco produtiva. O estudante precisa de uma ferramenta para apoiá-lo nessa tarefa nada simples para a maioria.

A evolução é essa ferramenta para o estudo da biodiversidade. É o instrumento que permite compreender que qualquer curso de biodiversidade é, na verdade, um curso sobre a história da vida na Terra. E que de certa maneira também permite visualizar a vida como um fenômeno geral e interligado desde os seus primórdios. Seja em um curso de ciências no ensino fundamental, seja em um curso de botânica, zoologia ou microbiologia.

Ao compreender os conceitos principais da evolução, o aluno tem mais chances de enxergar a biodiversidade de uma forma diferente. Cada novo grupo de seres vivos pode ser interpretado como um novo capítulo (ou capítulos que se desenvolveram paralelamente) dessa grande história, trazendo novidades evolutivas e novas técnicas e aparatos para enfrentar as adversidades do mundo. Diversos momentos trágicos e dramáticos dessa história ficaram gravados no registro fóssil. Outros grupos não deixaram marcas (ou ainda não as encontramos).

Respeitando as diferentes complexidades em cada nível de ensino, um curso de evolução que anteceda o ensino de biodiversidade é indispensável para o educador É uma ferramenta necessária para combater o “repúdio” citado acima e a memorização pertinente apenas até o momento da prova.

 


[1] Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Ciências Naturais /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC /SEF, 1998.

Fonte portalciencia.org

 

 

 

 

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