Presidente interino do Congresso promulga tribunais e diz que Barbosa precisa de 'equilíbrio'

Presidente interino do Congresso promulga tribunais e diz que Barbosa precisa de 'equilíbrio'

 

Presidente do Supremo foi contra promulgação de PEC que cria tribunais.
'Who cares [Quem se importa]? Nada a dizer', disse Barbosa sobre decisão.


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O presidente em exercício do Congresso, deputado André Vargas (PT-PR), afirmou, após ter pormulgado proposta de emenda constitucional (PEC) que cria quatro novos tribunais regionais federais, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, precisa ter "mais equilíbrio" ao dar declarações.

Barbosa se manifestou publicamente contra a PEC. Ele chegou a afirmar que a votação do texto no Congresso foi feita de maneira “açodada” e que juízes agiram de forma "sorrateira" para conseguir a aprovação da medida.

Para André Vargas, apesar da oposição de Barbosa, a promulgação da PEC não vai gerar uma “crise” entre Legislativo e Judiciário. 

“Eu não acredito em crise, até porque nós não vamos levar em conta só as declarações do presidente do Supremo até o momento. Ele precisa ter um pouco mais de equilíbrio em relação a suas declarações porque ele fala por um poder. Portanto, entendemos que é o pleno do Supremo que nos interessa”, afirmou Vargas.

O presidente do STF não quis comentar o tema após a sessão da Corte nesta quinta. "Who cares [Quem se importa]? Nada a dizer", respondeu a jornalistas, de longe, ao ser indagado sobre a promulgação da emenda. Mais tarde, divulgou uma frase por meio da assessoria e afirmou que cumpriu seu papel enquanto chefedo Poder Jurdiciári.

O deputado é vice-presidente do Congresso e promulgou a PEC na ausência do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que viajou para o exterior. Mesmo em viagem, Renan divulgou nota explicando as razões pelas quais não fez a promulgação - ele aponta uma possível inconstitucionalidade no texto.


“Quem faz política são os deputados , aqueles que são eleitos pelo povo. Compete ao presidente do Supremo administrar e representar aquele poder. Ele tem suas opiniões, mas o que nos interessa mesmo é a opinião do pleno do STF, e eu tenho certeza de que o pleno vai entender de que não se trata de um embate político e sim uma ampliação do acesso à Justiça para os brasileiros e brasileiras que clamam por uma Justiça mais ágil e próxima do cidadão”, afirmou Vargas. Para o petista, a criação dos novos tribunais vai dar agilidade à Justiça brasileira.

Fonte G1

Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara)

 

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