Parlamento da Crimeia aprova declaração de independência da Ucrânia

 

O Parlamento da Crimeia adotou nesta terça-feira uma declaração de independência da Ucrânia, etapa prévia ao referendo de domingo para permitir a anexação do território à Rússia. Em outro golpe para a Ucrânia, o principal aeroporto da península do Mar Negro cancelou os voos provenientes da capital, Kiev, mas permitiu o pouso de vários aviões de Moscou.

 

Um avião da companhia aérea ucraniana, que se dirigia para Simferopol, capital da Crimeia, foi impedido de aterrissar e acabou voltando a Kiev. Passageiros relataram que um voo de Istambul, na Turquia, também tinha sido cancelado.

Forças pró-Rússia assumiram o controle do aeroporto, mas vinham permitindo o funcionamento normal para o tráfego de passageiros.

A iniciativa do Parlamento de declarar a independência parece destinada a criar um marco legal para uma união à Rússia como Estado soberano. A medida entraria em vigor após o referendo, se a anexação da Crimeia à Federação Russa for aprovada. O Ministério de Relações Exteriores russo considerou a declaração “completamente legal”.

“Uma declaração de independência da república autônoma da Crimeia e da cidade de Sebastopol foi aprovada por 78 dos 81 deputados presentes”, afirma um comunicado do Parlamento, que é considerado ilegal pelas autoridades de Kiev.

A declaração cita a separação de Kosovo da Sérvia e acrescenta que “a declaração unilateral de independência de uma parte de um Estado não representa nenhuma violação das leis internacionais”.

Caso o resultado do referendo seja favorável à Rússia, “a república da Crimeia como Estado independente e soberano pedirá a adesão à Federação Russa”.

Vários líderes internacionais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, manifestaram sua posição contrária à consulta popular e disseram que não reconheceriam o resultado.

Já o presidente russo, Vladimir Putin, sustenta que “as medidas tomadas pela liderança legítima da Crimeia são baseadas em normas de direito internacional e visam assegurar os interesses legais da população da península”.

 

Fonte O Globo

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