Para Marina, melhor caminho para o Brasil é a cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE

Em entrevista concedida à rádio Gaúcha, Marina criticou as manobras feitas por sua adversária Dilma Rousseff durante uma campanha que chamou de "infame processo de desconstrução" que "extrapolou todos os limites da ética" e diz que o país agora colhe os frutos da sobreposição do pragmatismo a agendas programáticas.

 

No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque, no TSE, haveria a cassação da chapa, se forem comprovadas as graves denúncias de que o dinheiro da corrupção foi utilizado para a campanha do vice-presidente e da presidente da República", argumentou. Sobre o impeachment, Marina Silva não demonstrou apoio mas enfatizou que o mecanismo está previsto nas regras do processo democrático brasileiro. "Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição. Já foi feito uma vez em relação ao presidente Collor e ninguém achou que era golpe.

 

"No meio de uma crise como essa, temos pelo menos 4 programas econômicos – aliás, já temos uns cinco: o programa do governo que era com Levy, o programa do atual ministro, o programa do presidente do Senado, o programa do PMDB e o programa do PT, feito pela Fundação Perseu Abramo. Isso, sim, é que é não ter posição", criticou Marina.

 

Durante seu discurso, ela voltou a criticar as alianças interesseiras e o toma-lá-dá-cá da política brasileira como ingredientes de instabilidade que se aliam à perda de base para governabilidade da atual gestão.

 

O processo de cassação ampararia a percepção de Marina de que o vice-presidente Michel Temer também tem responsabilidade sobre o atual momento vivido pelo Brasil. "Entendo que tanto o PT quanto o PMDB, tanto a presidente quanto o vice-presidente são responsáveis pela crise, responsáveis pelos desmandos que estavam acontecendo hoje em nosso país, inclusive na Petrobras", disse. "Os dois são face da mesma moeda e claro que nós defendemos é que deem encaminhamento urgentemente ao processo que está tramitando no TSE".

 

Quando questionada sobre a possibilidade de concorrer às próximas eleições, a ex-senadora desconversou: "ainda não tomei essa decisão. Tenho amadurecido a natureza da minha contribuição". Em caso de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, novas eleições seriam convocadas. Vale ressaltar que Marina é um dos nomes mais bem cotados nas pesquisas para o pleito. Segundo o Datafolha, em todos os cenários estudados, a fundadora da Rede teria mais de 21% das intenções de voto dos entrevistados.

Fonte 247


 

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