Orçamento da USP sofre corte linear de 20% no custeio

A reitoria da Universidade de São Paulo efetuará um corte de 20% do orçamento de “custeio e capital” para todas as suas unidades e órgãos, conforme anunciado por meio de nota da reitoria nesta quarta-feira, dia 16. De acordo com a universidade, a medida irá possibilitar a economia de R$ 114 milhões. A administração Zago é considerada pelos docentes, alunos e funcionários como a mais incompetente e desonesta da história da universidade.    

 

Segundo a USP, a justificativa é a piora do cenário econômico. “A fragilidade da economia tem levado a quedas frequentes da arrecadação do ICMS desde meados de 2014”, informou a instituição em nota.

“Com isso, os repasses para a universidade têm seguido a mesma trajetória. A dotação orçamentária inicial da USP, de acordo com o Decreto no 61.064/2015, era de R$ 4,84 bilhões; com a previsão de queda de arrecadação, o governo estadual definiu um contingenciamento de R$ 120 milhões, resultando em uma previsão orçamentária de R$ 4,72 bilhões”, afirma.

Apesar da previsão, a USP diz que os repasses podem ser ainda menores. “Estimativas preliminares sinalizam um repasse da ordem de R$ 4,64 bilhões, ou seja, R$ 200 milhões a menos da previsão inicial.”
Com o decorrer da má administração da universidade, a USP vem cada vez mais caindo posições nos rankings de qualidade de universidades do país e do mundo. Esses cortes no orçamento irão prejudicar professores, podendo gerar uma diminuição salarial; alunos, podendo ter uma redução no número de vagas para os cursos, e funcionários que poderão ser demitidos ou deixarão de ser contratados devido aos cortes.

“Essa decisão de cortar recursos de forma linear vai trazer grandes prejuízos ao ensino e ao atendimento da população, colocando em risco as principais atividades da Universidade”, afirmou Sérgio Cruz, médico do HU-USP. “No Hospital Universitário a situação já é dramática porque o programa de demissão voluntária da reitoria já atingiu mais de 200 funcionários. Leitos de UTI foram fechados e houve redução no atendimento ambulatorial”, acrescentou o funcionário.

“Agora, com esses cortes criminosos de 20% no custeio, anunciados pela reitoria, a situação vai piorar ainda mais. Além dos estudantes da Universidade, quem vai se prejudicar com a redução das despesas, que já estão no osso, será a população da região Oeste da cidade, que só tem o HU-USP como a unidade hospitalar e que funciona com emergência 24 horas por dias”, completou o Dr. Cruz.

 

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