Onda de protestos na Espanha contra arrocho do governo e do FMI

  
 

Madri, 3 mar (PL) Centenas de manifestantes protestaram hoje pelo segundo dia consecutivo contra a União Européia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) na cidade espanhola de Bilbao, onde se realiza um fórum econômico.

O protesto foi convocado pela plataforma Gune, integrada pelos sindicatos bascos ELA e LAB para condenar o chamado Foro Global España 2014, com presença da diretora do FMI, Christine Lagarde, servidores públicos da UE e Espanha, e empresários.

Com cartazes em vasco e castelhano como Troika e seus cúmplices, "vão para casa" eram os gritos contra a troika (FMI, UE e Banco Central Europeu), os manifestantes percorreram várias ruas onde, segundo reporteres de meios locais, se registraram alguns atos de violência.

Fontes do Departamento de Segurança municipal reportaram incidentes que incluíram queima de contêineres de lixo e lançamentos de pedras contra as fachadas de alguns comércios e instituições bancárias.

Enquanto no Museu Guggenheim, sede do fórum, o ministro da Economia, Luis de Guindos, reiterou as valorações positivas sobre a marcha da economia, ainda que admitiu trata-se de uma recuperação tênue e suave.

Ante críticas de declarações triunfalistas, Guindos assegurou que a recuperação da economia espanhola desta vez "não é em falso" e se apoia em um modelo produtivo radicalmente diferente do anterior.

O rei Juan Carlos coincidiu na valoração mas estimou que fica ainda muito por fazer para conseguir a plena recuperação e lutar contra o desemprego, que qualificou por ser o principal desafio.

Por sua vez, Lagarde assegurou que o crescimento espanhol é ainda demasiado baixo e o desemprego demasiado alto, ao mesmo tempo em que pediu para continuar a reforma trabalhista, a redução da dívida empresarial e o estímulo a novas empresas.

A Espanha, admitiu, a cada dia quase seis milhões de pessoas procuram emprego sem consegui-lo, e aumenta o risco de que não possam voltar a integrar o mercado trabalhista, sobretudo entre os jovens, afetados pelo desemprego em mais de 50%.

ro/ml/cc
Modificado el ( lunes, 03 de marzo de 2014 )
Fonte Prensa Latina

 

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