Mitsubishi admite que usou prisioneiros de guerra como escravos

A Mitsubishi afirmou que está arrependida por ter mantido prisioneiros regime de escravidão durante a 2ª Guerra Mundial. É a primeira empresa privada japonesa a se desculpar por isso. Outras ainda escondem esses crimes da opinião pública.

 

Em uma cerimônia que marca o aniversário de 70 anos do fim do conflito, um representante da Mitsubishi Materials Corporation, Hikaru Kimura, pediu desculpas em nome da companhia.

 

“Para manter o mesmo espírito da missão de nossa companhia, hoje nos desculpamos, com remorso, dos trágicos eventos do nosso passado, e expressamos nossa profunda determinação de trabalhar na direção de um futuro melhor”, disse Kimura.

 

“Era escravidão de todas as formas: não havia comida, medicamentos, roupas ou saneamento”, afirmou ele, dizendo que era ainda mais mortificante saber que o material era empregado para fabricar caças usados na luta contra os prisioneiros. James Murphy era um dos 900 soldados capturados que trabalhavam para a Mitsubishi em campos de concentração – 27 morreram por causa das péssimas condições.

 

A empresa não ofereceu nenhuma compensação financeira, mas Murphy afirmou que este era “um dia glorioso”, pelo qual esperou por 70 anos. Além de norte-americanos, também foram capturados soldados ingleses, chineses, coreanos e filipinos, forçados a produzir armamentos e outros materiais de guerra em mais de 50 locais diferentes.

facebook


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!