Mantega reconhece que sua política é manca

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que o Brasil está “crescendo com duas pernas mancas”. Segundo ele, isso acontece porque o financiamento ao consumo está escasso e a crise internacional atrapalha a expansão do país.

- A economia brasileira está crescendo com duas pernas mancas. De um lado o financiamento ao consumo, que está escasso. De outro, a crise internacional, que nos rouba parte da nossa possibilidade de crescimento - disse Mantega, durante a abertura do Encontro Nacional da Indústria 2013, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mantega afirmou que espera um vento mais favorável daqui para frente. Ele disse ainda que o consumo varejista está crescendo num ritmo de 5% ao ano, inferior ao do ano passado, “mas suficiente para mobilizar a economia”.

O ministro considerou que, particularmente nos últimos cinco anos, o Brasil enfrentou desafios grandes, sobretudo em decorrência da crise internacional. Ele considerou, porém, que os Estados Unidos apresentam sinais fortes de recuperação de seu mercado consumidor, com elevação nas vendas e nos preços de imóveis, e que a União Europeia também poderá entrar em trajetória de crescimento.

- Temos uma luz no fim do túnel para os países avançados - afirmou Mantega, que observou que a crise reduziu o comércio internacional e criou uma grande competição entre os mercados.

Arrecadação ultrapassou R$ 110 bilhões em novembro

Mantega antecipou nesta quarta-feira que a arrecadação de impostos e contribuições federais ultrapassou R$ 110 bilhões em novembro, recorde pra o mês. Ele ressaltou que o resultado foi superior ao de outubro e que foi possível mesmo com as desonerações realizadas pelo governo federal ao longo do ano.

Mantega aproveitou a abertura para reiterar o cumprimento das metas de superávit primário – a economia feita para o pagamento de juros da dívida – e o controle das taxas de inflação. A seu ver, a partir de agora, a indústria terá mais condições de competir com os outros mercados.

- O governo está empenhado em fazer um fiscal forte. Continuará empenhado nessa direção no próximo ano - disse o ministro.

 

Fonte O Globo

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