Justiça Federal acaba de condenar executivos da Camargo Corrêa pelo assalto à Petrobras

 

Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef também foram condenados. Esta é a primeira sentença da Lava Jato contra executivos de construtoras.

 

Dalton Avancini, Eduardo Leite, João Ricardo Auler, afastados da Camargo Corrêa, foram condenados por crimes cometidos em contratos e aditivos com a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; com a Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco; e com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Esta é a primeira sentença da Lava Jato contra executivos de construtoras referente a 7ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em novembro de 2014.

Além deles, o juiz federal Sergio Moro condenou também o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, e um dos subordinados dele – Jayme Alves de Oliveira, que era responsáveis por entregar remessas de dinheiro.

 

Veja os réus que foram condenados

 

João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa

Dalton dos Santos Avancini, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa

Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente da Camargo Corrêa

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras

Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção

Jayme Alves de Oliveira, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro

 

Os crimes aos quais eles foram condenados

 

João Ricardo Auler - corrupção ativa, pertinência à organização criminosa

Dalton dos Santos Avancini - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Eduardo Hermelino Leite - corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Paulo Roberto Costa - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Alberto Youssef - corrupção passiva

Jayme Alves de Oliveira - lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Também respondia a este processo o presidente da UTC, Ricardo Pessoa. As acusações contra ele foram desmembradas para outra ação penal a pedido do MPF, em virtude das tratativas com o réu para um acordo de delação premiada.

 

 

Conforme as investigações da Lava Jato, um grupo formado por empreiteiras praticou crimes de cartel e licitatórios contra a Petrobras através da corrupção de funcionários da estatal e da lavagem dos recursos obtidos com os crimes. “O núcleo formado pelas empreiteiras, aproveitando-se da garantia de altos lucros pela eliminação da concorrência, subverteu fundamentos da República Federativa do Brasil, como a livre concorrência e o pluralismo político”, diz trecho da acusação do MPF.

 

Para tanto, os procuradores sustentam que representantes das empreiteiras se reuniam para dividir as obras licitadas pela Petrobras, através de regras previamente estabelecidas. Este grupo foi denominado de “Clube das Empreiteiras”, conforme depoimentos colhidos ao longo do processo.

Nas reuniões, as empresas definiam através de ajuste quais seriam as vencedoras de cada licitação dos grandes contratos. Para simular uma concorrência, pelo menos outras duas empresas apresentavam as chamadas “propostas de cobertura”, com valores superiores para favorecer a empreiteira escolhida.

 

Fonte G1

 

Fernando Castro, Adriana Justi e Thais Kaniak

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