JPMorgan, Citibank, BofA, UBS e HSBC são flagrados em fraude nas operações de câmbio

 

Depois que o escândalo da fraude com a taxa interbancária Libor estourou, sem nenhum bankster ir parar na cadeia, agora a coisa se repete nas operações de câmbio, com os “órgãos reguladores” dos EUA e da Grã Bretanha anunciando acordo com seis bancos – JPMorgan, Citibank, UBS, BankofAmerica, RBS e HSBC – em que estes pagarão, ao todo, multa de US$ 4,3 bilhões. As “investigações” prosseguem, com outros 30 bancos na mira. O Barclay’s, para variar, também envolvido, avisou que ainda “não está preparado” para um acordo.

A manipulação ocorreu entre janeiro de 2008 e outubro de 2013. Os operadores dos bancos “too big to fail” simplesmente combinavam entre si para manipular o índice de câmbio WM/Reuters; o mercado de divisas movimenta diariamente US$ 5,3 trilhões. E-mails apresentados revelam como os estelionatários se identificavam entre si: “os 3 mosqueteiros”, “time A”, “1 time, 1 sonho”.

O Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova Iorque se recusou a subscrever o acordo, por considerá-lo “fraco demais”. De acordo com o site zerohedge, “foi permitido aos bancos investigarem a si mesmos”, disse à Reuters uma fonte familiar com a investigação. “Os investigados decidiram o que eles queriam investigar, o que eles queriam admitir, e quanto eles irão pagar”. O site também ironizou uma punição adicional aos operativos da UBS flagrados, com o “teto de bônus de 200% sobre o salário-base”: “oh, horror! Oh, horror!”

Aliás, só numa operação fraudada, o UBS amealhou US$ 513.000, o que foi comemorado pelo estelionatário na mesa de operação de câmbio: “Yeah, fiz mais que a maioria do povo em um ano”. Naturalmente, o ganho de um era a perda do outro, o cliente, que achava que o UBS estava operando para ele. Para isso, tinha armado para que a taxa a que foram comprados euros fosse mais baixa do que a taxa média com que tinha sido vendido.

Agora, o executivo-chefe do UBS Ermotti se apressou a prometer que “não há lugar no UBS para aqueles que não estejam engajados no comportamento correto”. Como o zerohedge assinala, debochadamente, “o comportamento certo, certamente, é: nunca seja pego!”

Com todo esse barulho, tinha de sobrar para alguém, e o escalado foi o chefe de operações de câmbio do Banco da Inglaterra, o BC inglês, Martin Mallet, demitido por “séria má gestão” na véspera da divulgação da revisão sobre se o banco sabia sobre a fraude nos mercados de câmbio. O banco asseverou que a demissão não tem nada a ver com o relatório das fraudes, mas a uma auditoria interna.

Até agora, não conseguimos descobrir se a multa dos seis bancos será, como no caso da maior parte da multa do JPMorgan relativa às fraudes com hipotecas (US$13 bilhões), dedutível do imposto de renda.

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