IEDI: Indústria tem resultado negativo em novembro

O recuo de 0,2% na indústria brasileira em novembro de 2013 em relação a outubro do mesmo ano reconfirmou o padrão de altos e baixos do crescimento industrial no ano passado. Em especial, resfriou um semestre que vinha se afirmando um pouco melhor, com três variações consecutivas positivas nos meses anteriores (0,2%, 0,6% e 0,6%, respectivamente, em agosto, setembro e outubro – todas as taxas calculadas com relação ao mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal).

Frente ao mesmo mês de 2012, a indústria geral registrou variação positiva de apenas 0,4%, após avançar 2,0% em setembro e 1,0% em outubro, nesse tipo de comparação. O índice acumulado para os onze meses do ano (1,4%) permaneceu positivo, mas decrescente desde julho de 2013. No acumulado dos últimos doze meses, a produção industrial brasileira cresceu 1,1%, resultado acima do assinalado em outubro (0,9%). No indicador da FGV com ajuste sazonal, voltou a ocorrer um aumento na utilização da capacidade produtiva, que alcançou 84,3% após a ligeira retração na passagem de setembro para outubro de 2013 de 84,2% para 84,1%.

A variação negativa da produção industrial em novembro de 2013 em relação a outubro do mesmo ano, com ajuste sazonal, foi pressionada pela queda de 2,6% na produção de bens de capital, enquanto as outras categorias assinalaram alta (1,2% em bens intermediários, 0,3% em bens consumo duráveis e também de 0,3% em bens de consumo semi e não duráveis). A variação positiva de bens intermediários alivia o cenário complicado do setor no ano passado, que no acumulado de janeiro-novembro de 2013 registrou variação quase nula (0,2%) em relação ao mesmo período de 2012. E pode ser um sinal de que os efeitos da desvalorização cambial já estão se fazendo presentes neste que é o setor de maior peso na indústria nacional.

Em termos de gêneros industriais, constatou-se retração em 14 dos 27 investigados em novembro em relação a outubro de 2013 com ajuste sazonal, sendo a de veículos automotores (-3,2%) a mais expressiva. Esta foi a segunda queda consecutiva do setor, perda de 6,6% em outubro/novembro de 2013, devolvendo boa parte do avanço de 9,1% no acumulado agosto/ setembro de 2013. Por sua vez, os crescimentos mais significativos em novembro de 2013 em relação a outubro foram em farmacêutica (9,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (4,0%).

Já no confronto entre novembro de 2013 com o mesmo mês de 2012, o setor produtor de bens de capital obteve a expansão mais elevada (9,6%), seguidos pelos bens intermediários (1,3%). O setor de bens de capital foi impulsionado pelos segmentos de bens de capital para equipamentos de transporte (9,0%) e bens de capital para construção (55,7%). Por outro lado, os resultados negativos mais expressivos foram em bens de consumo duráveis (–4,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (–1,6%).

No acumulado entre janeiro e novembro de 2013 versus o mesmo período de 2012, o crescimento de 1,4% da produção industrial se observou em 16 atividades, sendo os setores as maiores contribuições positivas provenientes de veículos automotores (9,0%), de refino de petróleo e produção de álcool (7,7%) e de máquinas e equipamentos (6,6%). Por outro lado, as maiores pressões negativas no índice geral da indústria foram: edição, impressão e reprodução de gravações (–10,2%), farmacêutica (–8,5%), indústrias extrativas (–3,9%) e bebidas (–3,8%).

A expansão de 1,4% da produção da indústria nacional em janeiro-novembro de 2013 em relação a janeiro-novembro de 2012 não compensa a retração de 2,5% no mesmo período de 2012 em relação a 2011. Deste modo, os indicadores do IBGE com relação a novembro vão confirmando um tímido crescimento da indústria em 2013, que não devolveu as perdas do ano anterior. A fraca recuperação de 2013 se fez valer puxada pelas atividades de máquinas e equipamentos e veículos automotores, justamente as que tiveram base baixa em 2012 e que receberam incentivos de política econômica no ano passado, cujo dinamismo, entretanto, parece estar se esgotando - haja vista as quedas na produção de ambas em novembro.

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