Governo vai tirar do BB a folha dos servidores para pagar juro

 

Em mais um ato de estelionato eleitoral, presidenta reduz papel do banco público

Na obsessão do governo Dilma em atingir a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano está valendo tudo. Depois de reduções de direitos trabalhistas e previdenciários, o próximo passo será a “queima” de ativos para reforçar o caixa da União, para garantir o pagamento de juros aos bancos. A primeira medida será a alienação da folha de pagamento dos servidores, hoje concentrada, majoritariamente, no Banco do Brasil.

Atualmente, 70% do pagamento de 1,2 milhão de funcionários civis (pessoal da ativa, aposentados e pensionistas), no valor de R$ 139,9 bilhões anuais, são feitos pelo Banco do Brasil. Esse ataque ao banco estatal configura-se em mais um estelionato eleitoral.

Na campanha, Dilma acusou os adversários - notadamente Marina Silva – de quererem enfraquecer os bancos públicos. “É uma temeridade essa discussão a respeito da redução do papel dos bancos públicos, seria tirar o maior instrumento de financiamento de longo prazo”, afirmou Dilma, à época, em entrevista coletiva. “Um fala em reduzir tamanho e outro fala diminuir o papel dos bancos públicos”, disse.

Pois é exatamente o que ela pretende fazer com o leilão da folha de pagamento dos servidores para engordar o superávit primário, o desvio de recursos para pagamento de juros.

O leilão deve ser feito em lotes e está previsto para ocorrer no segundo semestre, mas o governo ainda não divulgou o quanto pretende arrecadar para não rebaixar o valor.

Em agosto do ano passado, o governo leiloou a folha de pagamento dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que passou a ser administrada por 14 bancos, entre os quais Santander, HSBC, Itaú e BB. Em cinco anos pretende arrecadar R$ 6,55 bilhões, sendo R$ 312,1 milhões somente em 2015.

O governo também analisa alienar a administração dos recursos dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM). Hoje, o Tesouro Nacional repassa o dinheiro do FPE e do PPM através do Banco do Brasil. Em 2014, os recursos desses fundos chegaram a mais de R$ 370 bilhões.

A equipe econômica calcula que os leilões das administrações da folha de pagamento dos servidores e dos fundos somem cerca de R$ 5 bilhões neste ano.

O governo planeja ainda a venda de imóveis, podendo até acomodar mais de um órgão em um mesmo prédio para viabilizar a “queima” de ativos.

Além disso, o governo pretende leiloar imóveis, comerciais e residenciais, advindos de execução judicial. Só em Brasília pretende arrecadar cerca de R$ 600 milhões.

VALDO ALBUQUERQUE
www.horadopovo.com.br

 

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