“Governo Dilma é de grande mediocridade, uma tragédia total”, conclui economista

O economista Reinaldo Gonçalves, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que, do ponto de vista econômico, o governo da presidente Dilma Rousseff "foi de grande mediocridade", levando-se em conta os padrões históricos brasileiros, assim como em relação aos atuais padrões internacionais.

"Dilma encerra o mandato com crescimento médio do PIB de 1,6%. O mesmo número vale para o aumento real da renda anual. A média histórica brasileira é 4,5%. A economia mundial durante os últimos quatros anos está crescendo à ordem de 3,6%, mais que o dobro do Brasil. Mais de 70% dos países têm um crescimento macroeconômico superior ao do Brasil", ressaltou, em entrevista ao portal Correio da Cidadania.

Reinaldo Gonçalves assinalou que, em 30 mandatos presidenciais, o da presidente Dilma é o terceiro pior neste quesito, à frente somente de Collor e Venceslau Brás. "Uma tragédia total", disse. "A única exceção, que confirma a regra, é a questão do emprego, que não se explica por méritos políticos do atual governo, mas por razões de mudanças demográficas no país e efeitos colaterais, e inesperados, da política social", acrescentou.

Ao comentar a recente decisão do Copom, que, na semana passada, elevou a taxa básica de juros para 11,25%, além da sinalização da presidente reeleita de que o novo ministro da Fazenda será do mercado financeiro, ele avaliou que "isso mostra que o governo Dilma não tem um projeto de Brasil".

"O projeto de governo em andamento é o mesmo que vem desde a era FHC. As diferenças estão apenas na margem. Um pouco mais de política social aqui, acolá, com favorecimento de grupos econômicos de alguns setores dominantes, mas os fundamentos continuam iguais", pontuou.

Indagado sobre a abordagem que os candidatos à presidência fizeram da economia do país, especialmente no segundo turno, o economista avaliou que o debate de ideias refletiu a mediocridade dos elementos políticos de Dilma e Aécio.

"O debate refletiu exatamente a natureza dos candidatos, dos partidos, das alianças, dos programas e dos projetos: mediocridade histérica, tanto da Dilma quanto do Aécio. Fizeram pequenas referências a programas específicos, mas nenhum aprofundamento sobre questões mais fundamentais, como o modelo de desenvolvimento ou questões estruturais. Nada disso, nada de programa de governo", resumiu.

Para Reinaldo Gonçalves, a ideia de que a vitória do tucano "aprofundaria" o neoliberalismo é uma "impostura ideológica". "O projeto é exatamente o mesmo, que está levando ao apodrecimento do Brasil. O Brasil apodrece do ponto de vista econômico, social, político, institucional e ético. Por trás disso, está o modelo econômico que os governos vêm mantendo", enfatizou.

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