Globo sonega no “padrão FIFA”

Sensacional a revelação de Miguel do Rosário, no seu blog O Cafezinho.

 

A Globo está respondendo – ou deveria estar, se não apareceu alguma “mão amiga” para engavetar a questão – a uma ação por sonegação fiscal no valor de R$ 1,2 bilhão (R$ 615 milhões em outubro de 2006, corrigidos pela Selic, que indexa créditos fiscais).

Trata-se, “apenas”, de todo o valor gasto para subsidiar, durante um ano, as passagens de ônibus de todos os moradores da cidade de São Paulo.

A sonegação ocorreu porque a empresa “maquiou” a compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002 – a da Coreia e do Japão – como compra de participação societária numa empresa de fachada nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, dissolvida logo depois do arranjo.

O processo está transitado em julgado na esfera administrativa, repelidas as alegações da empresa.

Só de venda das cotas de patrocínio, em 2002, a Globo faturou R$ 210 milhões de então. O que dá, aplicado pela mesma taxa Selic do débito cobrado (?) pela Receita, R$ 935 milhões.

Isso, fora as demais receitas de venda de publicidade atraídas pela exclusividade da transmissão.

Viram, com a Globo a gente, finalmente, alcançou o “Padrão FIFA”.

Ao menos em matéria de sonegação de impostos.

Por: Fernando Brito
Fonte Tijolaço
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