Gennadi Ziuganov: "Barrar o golpe na Ucrânia"


“Na Ucrânia está se produzindo uma situação extremamente alarmante. Um grupo agressivo de exaltados pretende impor a sua vontade aos cidadãos desse país, desconsiderando por completo as leis vigentes e as normas elementares da ordem pública.
Isso é algo que já a nossa querida Ucrânia viveu, já viveu todos os escândalos da época de Iushenko, que fizeram que muita gente ficasse sem trabalho, sem proteção social.
Hoje, os que estão por trás dos distúrbios em Kiev, já se esqueceram da integração europeia, e só estão interessados em semear o caos (destruição).
Consideramos que isso é inadmissível desde qualquer ponto de vista. Por isso, ao mesmo tempo em que manifestamos a nossa solidariedade com a nossa irmã Ucrânia, nos dirigimos, por sua vez, a todos seus cidadãos, aos coletivos trabalhistas, a todos os trabalhadores, para que avaliem o que está acontecendo, e impeçam que seja derrubado o governo legítimo, e possam se desenvolver na Ucrânia os acontecimentos segundo o roteiro que vimos há pouco na Geórgia. Isso não trará nenhum benefício, nenhum bem-estar, a nenhum de nossos povos.
A Europa está atravessando uma gravíssima crise, e por isso necessita com urgência novos mercados para dar saída à sua produção. Neste caso, a enorme Ucrânia, com sua população de quase 50 milhões de habitantes, representa esta iguaria tão apetitosa que gostariam de engolir, eliminando todas as barreiras alfandegárias.
Esse documento que tinham preparado significava a imediata supressão de quase todas essas barreiras, o que representaria que a indústria de transformação ucraniana fosse destruída praticamente na sua totalidade. E na medida em que nós temos as fronteiras abertas, e estamos interessados no desenvolvimento de todo o potencial relacionado com a criação de um mercado comum, toda essa produção, já seja ucraniana ou europeia, inundaria o mercado russo. Já quase perdemos na sua totalidade toda a indústria de fabricação de maquinaria agrícola, e a situação é muito grave em quase todos os setores de ponta da economia. Por isso, o fechamento inevitável das fronteiras para os produtos ucranianos, trará consigo, tanto para nós, como para a Ucrânia, consequências gravíssimas.
Acredito que o mais importante agora é que cada coletivo trabalhista cada Conselho se reúna e debata a situação que tem se criado. Para que aqueles que hoje recorrem à violência, chegados das regiões ocidentais da Ucrânia, não lhes imponham a todos os cidadãos do país, nem a sua visão, nem as suas práticas, nem as suas regras. Penso que isso só acirraria a divisão da Ucrânia, e agravaria uma situação que, por si mesma, já é o suficientemente tensa.
Nosso Partido, nosso grupo parlamentar e a União de Partidos Comunistas (UPC-PCUS) estão dispostos a colaborar no que seja necessário para resolver os problemas de um modo pacífico e normal.
Da nossa parte, faremos todo o necessário para que as relações econômicas, culturais, pessoais com a Ucrânia se fortaleçam. E consideramos que existem todas as condições necessárias para isso”.
Confiamos em que o problema possa se resolver de um modo digno e pacífico.
Presiddente do PC da Federação Russa
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