General iraniano pede a Kerry que pare com ameaças e ‘tolices’

 

Vice-comandante do Estado Maior das Forças Armadas do Irã, o general de brigada Seyed Masud Yazayeri, considerou como “tolices” as ameaças norte-americanas de que a opção militar contra o Irã continua de pé, se o país persa não cumprir o acordo nuclear de Genebra.

– O secretário de Estado dos Estados Unidos (John Kerry) sabe que não é prático lançar um ataque contra o Irã. Seria melhor que ele não voltasse a repetir essas tolices – disse Yazayeri, segundo entrevista divulgada neste sábado.

O comandante militar advertiu que os interesses de Washington na região serão destruídos, caso os EUA se atrevam a atacar o território persa.

– Os EUA devem estar conscientes de que se cometerem qualquer erro, seus interesses ilegítimos na região serão arrasados – enfatizou.

Em entrevista concedida ao canal de TV Al-Arabiy, Kerry assegurou que “a opção militar dos EUA está pronta e preparada para fazer o que tem que ser feito”, se Teerã não se comprometer com o pacto nuclear.

– Os EUA estão claramente a favor dos interesses dos amigos na região – acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana.

Em reação às declarações de Kerry, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento iraniano, Husein Naqavi Huseini, afirmou que os EUA ameaçam o Irã, sobpressão do regime israelense. Segundo Naqavi Huseini, tais declarações deixam clara a hipocrisia dos Estados Unidos e prejudicam a imagem desse país. Observadores apontam que o secretário norte-americano busca solidificar o contato com os israelenses depois de alguns distanciamentos ocorridos nos últimos anos, pois sabe da importância de sua aliança com Israel.

Risco remoto

O general Yazayeri  também afirmou, recentemente, que “a época das ameaças e do uso das políticas baseadas no porrete e na cenoura ficaram sem efeito”, querendo dizer com isso que seu país não aceitará as acusações e responderá a qualquer avanço sobre o seu território, já que todas as autoridades do Irã afirmam que seu país está pronto para suportar uma guerra prolongada.

Alguns observadores admitem que a probabilidade de um embate bélico aumenta no instante que os iranianos buscam intensificar a aproximação com alguns dos aliados regionais e também estão incrementando a aquisição de armamentos para suportar um possível avanço inicial das potências ocidentais (com referência direta ao “Reino Unido”, França e “Estados Unidos”) caso decidam bombardear suas Usinas. As recentes declarações do presidente Rohani, no entanto, têm distensionado as relações com os países do Ocidente.

 

Fonte Correio do Brasil

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