Funcionários do IBGE entrarão em greve a partir de segunda-feira

 

De acordo com sindicato, paralisação será por tempo indeterminado. Dez estados e Distrito Federal decidiram aderir à greve.

Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de cerca de 12 unidades distribuídas em dez estados e no Distrito Federal vão aderir à greve de funcionários a partir desta segunda-feira (26). A informação foi confirmada pela diretora-executiva do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE-SN), Ana Magni, na manhã desta sexta-feira (23).

Segundo a diretora, decidiram pela paralisação funcionários de São Paulo, Alagoas, Distrito Federal, Amazonas, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Amapá e Rio de Janeiro (Parada de Lucas, na Zona Norte, e Unidade Estadual, no Castelo).

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“Na segunda-feira, acontecerão assembleias em outros locais, como na Avenida Chile e Canabarro, no Rio, Bahia e no Espírito Santo para decidir se vão aderir. O clima geral é de muita indignação porque a volta da divulgação da Pnad Contínua não significou o enfrentamento de qualquer questão estrutural”, afirmou Ana Magni.

O G1 entrou em contato com o IBGE, que informou que não irá se pronunciar sobre o assunto até segunda-feira.

“Não tem mais gente, não tem mais recursos, não tem valorização, não tem ambiente democrático. Ou superamos esse momento crítico que ele [IBGE] passa ou não teremos condições de trabalhar no próximo período. Então, os trabalhadores querem parar para repensar a instituição. Há várias pesquisas em risco”, completou.

O sindicato reivindica que o IBGE seja tratado como órgão de Estado e não de governo. Os servidores pedem ainda autonomia técnica, reforço no orçamento condizente com plano de trabalho, valorização salarial e patamar do ciclo de gestão.

“Temos que ter salários condizentes com o [Ministério do] Planejamento, não Ciência e Tecnologia. Queremos democratização da instituição, eleições para presidente, para chefia das unidades estaduais e coordenações e congresso institucional que debata toda a situação da instituição e como superá-la”, declarou a diretora.

"Quando se adia a pesquisa de orçamentos familiares, que tem impacto sobre os indicadores de inflação, pode-se não estar dando um retrato adequado da realidade do país. Não seremos nós, os trabalhadores do IBGE, que vamos assumir a responsabilidade de eventual risco institucional daqui para frente. Que o IBGE seja tratado de maneira condizente com seu papel estratégico", concluiu.

 

Fonte G1

Cristiane Cardoso

Rio

 

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