EUA seriam os mais prejudicados em caso de sanções, diz Maduro


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na terça-feira, 18, que os Estados Unidos seriam os mais prejudicados caso resolvessem aplicar sanções contra seu país. Maduro disse ainda que  caso Washington decida não comprar mais o petróleo venezuelano, a commodity será vendida para o "outro lado", em um referência velada à China, que já consome boa parte das exportações venezuelanas.


Os Estados Unidos evitaram na segunda-feira responder à oferta de Maduro de começar um diálogo bilateral sobre os protestos que há mais de um mês acontecem na Venezuela, mas insistiu que é "essencial" a mediação de uma terceira parte para resolver as tensões entre governo e oposição.De acordo com Maduro, uma possível troca de cliente beneficiaria seu país. "De repente, conseguimos até um preço melhor, não temos problemas, nós somos livres", afirmou o líder venezuelano. "É uma estupidez da extrema direita, pensar em leis contra a Venezuela."

Maduro propõe um diálogo entre um interlocutor americano e o emissário venezuelano - que seria o presidente do parlamento, o governista Diosdado Cabello - para tratar junto com uma representação da Unasul a crise nacional que a Venezuela atribui aos EUA e tentar reduzir as tensões bilaterais.

As tensões entre EUA e Venezuela aumentaram na semana passada depois que o secretário de Estado americano, John Kerry, revelou que seu governo cogita de impor sanções contra funcionários do governo venezuelano se não houver avanços no diálogo.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, chamou Kerry na sexta-feira de "assassino do povo venezuelano", acusação que o Departamento de Estado qualificou como absurda. Para a diplomacia americana,a Venezuela "falta descaradamente com a verdade".

Fonte Estado

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