Escritores de São Paulo: Vamos juntos lutar pela valorização da nossa profissão e defender a democratização dos meios de comunicação!

Todos à Assembléia Geral da categoria!!!!


O Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo vem a público neste momento conclamar a todos os integrantes da categoria a se unirem em torno de sua entidade representativa para darmos seguimento a uma ampla mobilização em defesa dos nossos direitos, pela valorização da profissão de escritor e pela democratização da produção, divulgação e acesso às obras literárias. O Sindicato vai lutar também pela garantia da necessária pluralidade de espaços, opiniões e visões dentro dos meios de comunicação existentes na sociedade brasileira.
Muito além da regulamentação da nossa profissão, o que nós defendemos é que o escritor tenha condições adequadas para se dedicar integralmente ao seu trabalho. A criação literária, científica, jornalística, etc., não pode ser uma atividade feita apenas nas horas vagas. Isso é claramente um desperdício de talentos. Temos que criar as condições para que aqueles que quiserem possam se dedicar exclusivamente ao trabalho de escrever. Por isso queremos uma remuneração justa pelo trabalho dos escritores, tanto nos contratos assinados com editoras, como através de uma política adequada de direitos autorais. Esses são compromissos do Sindicato.
Temos consciência de que o chamado “mercado editorial” brasileiro vem sendo cada vez mais manietado e controlado por grandes grupos monopolistas, muitos deles estrangeiros, que, ao visarem a obtenção de superlucros, estrangulam a concorrência e estreitam as possibilidades de ampliação das publicações. As corporações concentram em suas mãos praticamente todos os recursos do setor editorial e definem de forma excludente o que deve e o que não deve ser publicado. 
Os livros didáticos adquiridos pelos órgãos públicos nos diversos níveis da administração vão ficando cada vez mais nas mãos desses grupos, excluindo das -encomendas públicas - importante mercado de livros no Brasil - as pequenas, médias e até algumas grandes editoras nacionais.
A concentração editorial provoca o enfraquecimento das editoras brasileiras. Descapitalizadas, elas muitas vezes não conseguem publicar livros sem repassar os custos para os autores. A monopolização dos recursos vem tornando cada vez mais difícil a ampliação das publicações de livros no país. Tendo em vista que a literatura brasileira é parte fundamental da cultura nacional, consideramos necessária e urgente a elaboração de políticas públicas voltadas para a defesa do mercado editorial nacional e a ampliação dos incentivos à produção e à circulação das obras literárias brasileiras.
A busca do lucro fácil faz com que se invistam apenas em obras com suposto “retorno garantido”, em detrimento da valorização da produção inovadora e culturalmente relevante para o país. Com isso, restringe-se cada vez mais a produção literária brasileira. Quem mais perde com isso é a cultura nacional e a população brasileira. Não podemos aceitar essa situação. 
As políticas públicas devem fortalecer a criação literária do país. Nossa luta é garantir a abertura de espaços para a pujante criatividade dos nossos escritores. Ao garantir a ampliação da produção de livros nacionais, estaremos criando condições para conviver em harmonia com a massiva literatura universal que chega às livrarias do Brasil. 
O processo de desnacionalização editorial não é um fenômeno isolado no Brasil. O capital externo vem exercendo o domínio em diversos outros setores ligados à cultura nacional. Esse processo impede que o povo brasileiro tenha acesso à diversidade das obras culturais aqui produzidas. Podemos citar, por exemplo, a indústria fonográfica que é totalmente controlada por multinacionais e que, através do pagamento de “jabás”, nos impõe o conhecido “lixo” musical veiculado nos meios de comunicação de massa. Esses polpudos “jabás” definem praticamente toda a programação de rádios no país. Temos também problemas graves no setor de TV a Cabo e na distribuição cinematográfica. Esta última, fruto da desnacionalização, praticamente não exibe filmes nacionais. O controle quase total das salas de exibição do país está nas mãos de grupos estrangeiros e, na TV, a situação é semelhante.
O resultado é que milhares de autores, roteiristas e diretores brasileiros não são vistos nas telas de cinema e nem nas TVs do nosso país. Os compositores também não têm suas obras tocadas nas rádios porque elas são controladas pelos interesses das gravadoras. E, infelizmente, temos que admitir que os nossos escritores também não conseguem ser lidos. Os livros não são editados, ou quando o são, não circulam adequadamente. Essa é a verdade!
Quando alguns desses obstáculos são vencidos, deparamo-nos com os verdadeiros balcões de negócios em que se transformaram as estantes das grandes livrarias brasileiras.
Chegam a cobrar R$ 15 mil por uma “boa exposição”. Ou seja, é exatamente igual ao “jabá” pagos às rádios e TVs, para tocar os “sucessos” que interessam às gravadoras. Na nossa área são prateleiras de exibição “bem pagas” que produzem os “best sellers” preferidos de certo grupos de editoras.
É hora de darmos um basta nessa situação! Por isso, o Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo está convocando todos os associados para a assembleia geral no dia 13 de junho de 2013. Vamos fazer uma ampla mobilização da nossa categoria. Vamos nos somar a todos os outros sindicatos de escritores do país nessa luta. O nosso sindicato quer promover também a unidade de ação com as demais entidades, academias, clubes e associações, que já congregam a nossa categoria, para juntos defendermos os direitos dos escritores e ajudarmos a difundir a cultura nacional. Vamos nos unir também às Centrais Sindicais para aumentarmos a nossa força e a nossa voz. 

Toda a força aos escritores brasileiros!

Debate: “A democratização dos meios de comunicação”
Com os seguintes palestrantes já confirmados:

Rodrigo Viana, Carlos Lopes, Nilson Araújo de Souza 

No mesmo dia: Assembleia Geral dos Escritores
Pauta: Eleição da nova diretoria
Aprovação das Contas e do Balanço Patrimonial

Dia 13 de junho, às 19:00 h – Local: Sindicato dos Petroleiros de SP 
Endereço: Avenida 9 de Julho,160 Cj 2E - Centro 
Compareça

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