Entidades realizam em SP ato contra o 11º leilão de petróleo e em defesa da Petrobrás

 

Representantes das entidades cantam o Hino Nacional diante do prédio da Petrobrás na Avenida Paulista

A manifestação foi uma importante mobilização para o grande ato que será realizado no próximo dia 14, no Rio de Janeiro, para impedir esse assalto ao país

André Alves
Bira, presidente da CGTB

"Leilão, leilão, é privatização! O petróleo é nosso e não abrimos mão". Foi com essa palavra de ordem que as entidades CGTB, CUT, Nova Central, Aepet, FUP, UNE, UMES, FMP, CNAB, Sindipetro Unificado de São Paulo, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e Associação de Moradores do Grajaú se manifestaram na quinta-feira (09), na Avenida Paulista, em ato contra o 11º leilão de petróleo e em defesa da Petrobrás.

A manifestação foi considerada pelos participantes como uma importante mobilização para o grande ato que será realizado por essas entidades no próximo dia 14, no Rio de Janeiro, para impedir esse assalto ao país.

André Augusto
Fernando Siqueira, vice-presidente da Aepet

Também participaram dessa ação na Avenida Paulista representantes do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da CGTB, Sindicato dos Movimentadores de Mercadorias de Campinas, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Vestuário de Bragança Paulista, Sindicato dos Empregados nas Empresas de Conservação em Manutenção de Elevadores e Assistência Técnica e Similares do Estado de São Paulo, Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo, Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo e Sindicato dos Comerciários de Campinas.

Antes e durante o ato foi feita uma panfletagem e o carro de som denunciava na principal avenida da cidade que "a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) marcou a 11ª rodada de licitação de petróleo para os próximos dias 14 e 15 de maio. São 289 blocos, em 11 bacias sedimentares, com cerca de 30 bilhões de barris de óleo, o dobro das reservas provadas da Petrobrás (14 bilhões de barris), sem o pré-sal".

André Augusto
Julio Turra, da Executiva Nacional da CUT

"Não há nenhuma necessidade da realização do leilão. Além de 14 bilhões de barris que já possui, a Petrobrás descobriu mais 54 bilhões de barris na camada do pré-sal, o que dá ao país uma autossuficiência de mais de 60 anos. Então, a nossa prioridade deve ser produzir o petróleo que já foi descoberto, investir em refino de derivados (gasolina, querosene, diesel etc.) e no desenvolvimento do Brasil", diz o texto.

O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), disse que "essa iniciativa foi fruto da consciência adquirida por homens e mulheres. Eles pensam que nesse país tem um bando de bobos, mas não tem. Nós já enfrentamos aqui a ditadura, nós já tivemos que empunhar armas em defesa da democracia e do nosso Brasil. Nós saímos na rua e botamos para fora um presidente que queria destruir nosso país. Nós também colocamos um operário na Presidência da República e não vai nos custar nada invadir esse leilão no Rio de Janeiro e impedir que a nossa riqueza seja entregue pelas multinacionais".

André Augusto
Luizinho, presidente da NCST

"O que me entristece é ver uma mulher, do comando da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a tal de Magda, dizer que o grande sonho da vida dela é ser diretora de uma petroleira. O que significa ser diretora de uma petroleira? É ter que fazer o serviço sujo aqui no Brasil, entregando para o capital financeiro internacional e para as petroleiras nossa riqueza para poder ter uma boquinha em uma dessas petroleiras internacionais", falou Bira.

De acordo com Bira, "é a mesma coisa que eles querem fazer com a infraestrutura do Brasil. O ministro da Fazenda, senhor Guido Mantega, junto com Paulo Bernardo e o Bernardo Figueiredo foram fazer um road show em Washington para entregar as obras de infraestrutura para as multinacionais. E quem vai patrocinar essa baixaria é o BNDES com dinheiro do trabalhador brasileiro".

Para que leilão?

André Augusto
André Alves, 1º secretário do CNAB

"Agora pouco uma jornalista me perguntou por que somos contra os leilões? Temos vários motivos. Mas vou dizer os principais. Em primeiro lugar porque a Petrobrás já descobriu no pré-sal 54 bilhões de barris de petróleo, que somados aos 14 que tínhamos antes fazem um total de 68 bilhões de barris. Isso nos dá uma autossuficiência para mais de 60 anos. Então para que leilão?", indagou o vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira.

Para Siqueira, "um segundo ponto importante é que esse leilão está colocando uma área altamente nobre, não só em termos ambientais, mas também com possibilidade de ter petróleo que é a Margem Equatorial. Nessa Margem Equatorial pode ter um novo pré-sal com uma reserva de 30 bilhões de barris. E esse leilão vai ser regido pela lei do Fernando Henrique, que dá 100% do petróleo para quem produz e uma obrigação de pagar apenas 10% dos royalties em dinheiro".

André Augusto
Lidia Correa, presidente do PPL-SP

O membro da Executiva Nacional da CUT Julio Turra denunciou que o leilão "é um atentado contra o patrimônio público do povo brasileiro. Depois de cinco anos os leilões do petróleo serão retomados. Em 2008, com nossa luta, impedimos o leilão. Agora volta essa praga. Isso é um retrocesso! É um roubo!".

O presidente da NCST-SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), disse que "não dá mais para aceitarmos essa situação de tentativa de restauração do neoliberalismo. Querem privatizar tudo, desde ferrovias até nosso petróleo. E quem está inscrito para participar desses leilões são as multinacionais, que não vão gerar riquezas para o nosso país. O Brasil vai perder muito dinheiro que poderia ser utilizado na formação profissional da juventude brasileira".

André Augusto
Marbe Noguerino, coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

A coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Marbe Noguerino, advertiu que "em 1998 a Petrobrás estava para ser privatizada. Trocaram o nome para Petrobrax para desconfigurar a empresa e a imagem do Brasil. Isso é recente. Agora, com o agendamento desses leilões, estamos vendo um retrocesso para essa época. Não podemos deixar que isso volte a acontecer. Temos que barrar esse leilão".

O 1º secretário do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), André Alves, afirmou que "o CNAB, em nome do seu eterno presidente Professor Eduardo de Oliveira, vem participar da luta em defesa do petróleo e da Petrobrás. Mais uma vez, meia dúzia de aves de rapina tenta roubar o nosso patrimônio. Mas isso não vai acontecer. O povo brasileiro não vai deixar que nossos poços de petróleo sejam entregues na mão de multinacionais".

André Augusto
Itamar Sanches, coordenador do Sindipetro Unificado de SP

O coordenador do Sindipetro Unificado de SP, Itamar Sanches, enfatizou que "o que está acontecendo no nosso país e no nosso governo é um retrocesso e não podemos deixar passar em branco. O povo tem que saber que esse governo está entregando as nossas riquezas. Já fizeram isso com alguns aeroportos e agora querem fazer com blocos de petróleo. O movimento sindical petroleiro não podia estar fora desse ato. Na semana que vem, no Rio de Janeiro, faremos um grande ato para barrar esse leilão".

A presidente municipal do Partido Pátria Livre (PPL), Lidia Correa, lembrou que "em função de investimentos na Petrobrás a indústria naval brasileira voltou a crescer. É esse o caminho que o Brasil precisa seguir. Continuar investir para voltar a crescer. O que está em jogo é o futuro do Brasil, o nosso desenvolvimento. É um erro entregar a exploração do nosso petróleo para as transnacionais, que só querem superlucros através da ganância".

O petróleo é nosso

André Augusto
Michele Bressan, secretária-geral da UNE

A secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Michele Bressan, falou que "a UNE se soma a essa luta para dizer que não vamos abrir mão do petróleo que é do povo brasileiro. Não vamos permitir que nenhuma gota de petróleo seja extraída se não for pela Petrobrás. A história da UNE se confunde com a história da luta pelo nosso petróleo. E agora estamos enfrentando a luta mais importante do povo brasileiro para garantir que nosso petróleo seja 100% investido para o desenvolvimento do nosso país".

O presidente da União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMES), Rodrigo Lucas, declarou: "Viemos aqui para dar um basta na tentativa de venda do nosso petróleo, que deve estar a serviço do povo brasileiro para que o nosso país cresça, se desenvolva e seja de fato independente. Este leilão serve a qualquer interesse, menos o interesse do povo brasileiro. Está servindo interesse das multinacionais".

André Augusto
Rodrigo Lucas, presidente da UMES

A representante da Federação das Mulheres Paulistas (FMP) Sinir Bento disse que "as mulheres do nosso país estão firme nessa luta pela preservação das nossas riquezas e do nosso petróleo. Estamos aqui, juntas, para dizer não a esse leilão que tem a característica de dilapidar o nosso petróleo, que precisa ser controlado pela nossa Petrobrás para a melhora e mudança do nosso país".

O organizador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Jadir Bonacina, afirmou que "o MAB soma a essa luta que mais uma vez é contra a privatização. Muitos aqui já estiveram nas lutas contra as privatizações e agora novamente voltam para as ruas para dizer que as riquezas do país não são para ser entregue aos estrangeiros. As riquezas do Brasil têm que ser para melhorar a vida do povo brasileiro".



André Augusto
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(à esq.)Sinir Bento, representante da FMP; (dir)Jadir Bonacina, organizador do MAB

André Augusto
André Augusto
(à esq.)Foi realizada uma panfletagem na Av. Paulista;(dir.) CGTB, CUT, Nova Central, Aepet, FUP, UNE, UMES, FMP, CNAB, Sindipetro Unificado de São Paulo, MAB e Associação de Moradores do Grajaú participaram do ato

 

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