Empresários e centrais sindicais lançam manifesto contra a destruição da indústria

 

O movimento Coalizão Capital/Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, composto por 39 entidades empresariais - liderados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), presidida por Carlos Pastoriza - e cinco Centrais Sindicais, será lançado oficialmente no próximo dia 6 de abril, em São Paulo, no Palácio de Convenções do Anhembi. O evento deverá contar com cerca de 2 mil pessoas, entre trabalhadores e empresários.

Na ocasião, será lido um manifesto e quatro entidades patronais (ABIMAQ, ABIT, ABIQUIM e Aço Brasil) e quatro Centrais (CGTB, CUT, Força Sindical e UGT) explicarão os objetivos e motivos que levaram à constituição da Coalizão.

A opinião unânime entre as entidades participantes é de que a situação da indústria de transformação vem se deteriorando de forma acentuada. Daí a necessidade de ações cada vez mais urgentes.

Segundo o manifesto, “na década de 80, a participação da indústria de transformação no PIB era de 35%. Desde então, vem caindo e, atualmente, está em 12%”.

“A razão desta queda é a perda de competitividade que a indústria de transformação vem sofrendo, devido a fatores que fogem ao controle das empresas, mas impactam negativamente seus resultados”, diz o documento sobre os juros elevados - “historicamente, o Brasil convive com as maiores taxas de juros do mundo” - e o câmbio favorável às importações.

Entre outros fatores apontados pela Coalizão estão a cumulatividade de impostos e a elevada carga tributária.

Ainda de acordo com o manifesto, “os bens manufaturados já apresentaram, em 2014, déficit da ordem de 111 bilhões de dólares na balança comercial, o que representa algo próximo a 2,2% do PIB. Significa que estamos deixando de produzir riqueza e renda no país. Milhões de empregos que pagam melhores salários deixam de ser gerados e estão sendo transferidos para outros países”.

“Vamos lutar para reconstruir uma indústria de bens manufaturados geradora de empregos, de tecnologia e valor agregado ou vamos nos tornar exclusivamente produtores e exportadores de commodities?”, questionam as entidades da Coalizão.

“Sabemos que os brasileiros querem e esperam por um país melhor. Nossa indústria precisa voltar a crescer para o país retomar o desenvolvimento econômico e social”, enfatizam as entidades.

VALDO ALBUQUERQUE

 

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