Embaixador da Síria na ONU envia carta a BanKi-moon pedindo que o órgão barre a agressão americana ao país

Em uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e à presidente do Conselho de Segurança, Maria Cristina Perceval, o embaixador da Síria na ONU Bashar Ja'afari fez um pedido ao “secretário-geral da ONU para assumir sua responsabilidade de prevenir qualquer agressão contra a Síria e que pressione para que se alcance uma solução política para a crise na Síria”, informou nesta segunda-feira a agência de notícias estatal Sana.

Os Estados Unidos alegam que mais de 1.400 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas nos bombardeios de 21 de agosto em áreas controlas por rebeldes próximas a Damasco, no pior incidente com uso de armas químicas desde o ataque com gás venenoso durante o governo do iraquiano Saddam Hussein, que deixou milhares de curdos mortos em 1988.

O ministro do Exterior russo, Sergey Lavrov, no entanto, disse que “não havia nada específico” nas provas apresentadas por Washington. Moscou é o principal aliado e fornecedor de armas a Assad. O ministro disse que as autoridades americanas alegaram que não poderiam compartilhar com ele todas as provas porque parte delas eram confidenciais.

- Nada de coordenadas geográficas, nem nomes, nem foi demonstrado que as provas foram feitas por profissionais - acrescentou.

Uma eventual ação militar dos EUA será colocada em votação no Congresso, que encerra o período de recesso no dia 9 de setembro. Isso dará tempo ao presidente sírio para preparar o terreno para qualquer operação e também permitirá que tente conquistar apoio internacional contra o uso da força.



Fonte O Globo

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