Em São Paulo, Força Sindical e demais centrais realizam ato em frente o INSS

 

 

Costureiras, metalúrgicos, químicos, aposentados, trabalhadores da construção civil de SP e de Santos; empregados de empresas de refeições coletivas, além das áreas da saúde e condomínios e edifícios, entre outros, participaram das manifestações realizadas pelas ruas da capital paulista e no protesto em frente a Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Efigênia.

 

Jaélcio Santana

 

Os aposentados iniciaram os protestos às 16 horas do dia 29, com vigília em frente a superintendência do INSS. Dormiram no local e participaram do ato junto com os trabalhadores da ativa. “Os aposentados lutam pela recomposição do poder de compra, porque eles têm  custos maiores cada vez mais”, disse João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional do Aposentados. Eles foram elogiados por todos oradores do ato.

Antes da manifestação no Viaduto Santa Efigênia, os metalúrgicos realizaram atos em frente as indústrias, por exemplo, na MWM, onde o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos SP, Miguel Torres, estiveram presentes. Já os trabalhadores da construção civil de SP e de Santos, além das costureiras SP fizeram passeatas pelo centro de São Paulo. Depois estas categorias seguiram pela rua Antonio de Godoy até o Viaduto Santa Efigênia.

Dia de protestos

Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical, afirmou que 30 de agosto “foi mais um dia de protestos” porque o governo federal não atende as reivindicações dos trabalhadores . “Na campanha eleitoral entregamos a pauta trabalhista para a então candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, que depois de eleita não atendeu a nenhuma delas. Já os aposentados lutam pelo fim do fator previdenciário. Por exemplo, se eles tivessem direito de receber mil reais, quando aposentam  ganham R$ 600 (homens) e R$ 550 (mulher)”, declarou.

Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, ressaltou a forte e expressiva presença dos metalúrgicos nas manifestações em São Paulo para reivindicarem a pauta trabalhista. “A presidente atende apenas os empresários e não os trabalhadores”, disse. O secretário-geral da Central, João Carlos Gonçalves, Juruna, destacou a luta constante dos trabalhadores contra o PL 4330, que amplia a terceirização e pelo  fim do fator previdenciário.

“Hoje é o dia do grito dos trabalhadores”, declarou Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical estadual SP, ao destacar que o governo precisa ouvir as reivindicações dos trabalhadores. Carlos Alberto dos Reis, presidente do Sindicato dos Eletricitários SP, também enfatizou a necessidade de o governo fazer negociar concretas com os trabalhadores.

Desabamento

Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil SP, manifestou sua indignação com a morte dos operários no desabamento da obra no bairro de São Mateus, que ocorreram “por irresponsabilidade do poder público. Na campanha eleitoral os candidatos prometem tudo e têm saída para tudo. Quando eleitos não resolvem nada. Veja as aposentadorias que vão perdendo o poder de compra a cada ano”, disse.

Ramalho pediu ao Paulinho que fizesse um minuto de silêncio em homenagem aos operários mortos no desabamento em São Paulo. "Um minuto de silêncio é muito triste. Vamos bater palmas para eles que estavam defendendo o pão de cada dia", disse Paulinho.

O presidente da Força Sindical propôs realizar na semana que vem uma grande mobilização no local com todas as categorias em protesto contra o descaso com esta obra.

Eunice Cabral, presidente do Sindicato das Costureiras SP, disse que os trabalhadores estão cansados de serem enganados. “Queremos que o governo ouça nossas reivindicações e negocie com seriedade”. Já a diretora Bernadete Trajano, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da construção Civil e Pesada de Santos, e o vice-presidente do Sindicato, Luís Carlos de Andrade, também destacaram os prejuízos que os trabalhadores arcam por não terem suas reivindicações atendidas.

Centrais

Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, presidente da CGTB,  ressaltou a luta dos trabalhadores contra o fator previdenciários que, “de cara rouba 40% dos benefícios dos trabalhadores no ato da aposentadoria. O povo já está cheio desta política econômica”.

José Maria Almeida, do Conlutas, observou que os trabalhadores de diversos estados aderiram às manifestações porque consideram necessário que o governo atenda suas reivindicações. “Quanto à terceirização, a única negociação possível é acabar com o PL 4330”, afirmou.

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a iniciativa dos trabalhadores de realizar manifestações hoje só reforça a necessidade de aprovar a pauta trabalhista.

Fonte Força Sindical

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