EM NOME DA PÁTRIA


Vsevolod Pudovkin, Dmitri Vasilyev (1943), com Nikolai Kryuchkov, Yelena Tyapkina, Mikhail Zharov, Maria Pastukhova, Olga Zhiznyeva, URSS, 96 min.

Sinopse:
Na madrugada de 22 de junho de 1941, os nazistas invadem a URSS, mobilizando 3.580 tanques, 2.250 aviões e 3 milhões de soldados organizados em 113 divisões agrupadas em três corpos de Exércitos, com o objetivo estratégico de assumir o 
controle das três cidades mais importantes ao Norte, Centro e Sul do país: Leningrado (São Petersburgo), Moscou e Kiev. As forças regulares do Exército Vermelho e grupos guerrilheiros se batem tenazmente no front e na retaguarda do inimigo para defender seu território. 
Neste cenário, o capitão Safonov conhece a jovem agente de informações do exército soviético Vayla e se apaixona por ela. Apesar de seus sentimentos, o capitão tem que enviá-la para perigosa missão numa cidade ocupada pelos alemães. Um traidor comunica ao comando alemão o plano e Vayla é capturada. Para ajudá-la, Safonov envia um oficial experiente, tenente Globo, que está disposto a tudo para salvar a menina.

Direção: Vsevolod Pudovkin (1893-1953), Dmitri Vasilyev (1900-1984)
Natural de Penza, formado em Física e Química pela Universidade de Moscou, o teórico e cineasta soviético Vsevolod Illarionovitch Pudovkin, que se tornou conhecido 
por interpretar de forma visual as motivações internas de seus personagens, considerava a montagem como o clímax do trabalho criador do diretor de cinema. Desde seu primeiro curta, a comédia “Febre de Xadrez” (1924), dirigiu 18 filmes entre os quais obras-primas como “A Mãe” (1926), “O Fim de São Petersburgo” (1927), “Tempestade sobre a Ásia” (1928), “Em Nome da Pátria”(1943), “O Retorno de Vasiliv Bortinikov” (1953). Como ator, trabalhou em 13 filmes.
Dmitri Ivanovich Vasilyev nasceu em Eyski, sudoeste do Cáucaso. Formou-se na escola de cinema BV Tchaikovsky (1927), em Moscou. Desde 1931, foi ator e diretor assistente do estúdio Gosvoenkino, Vostokkino, e, a partir de 1936, diretor do Mosfilm. Seus principais trabalhos são a codireção de “Lenin em Outubro” (Mikhail Romm, 1937), “Alexandre Nevsky” (Sergei Eisensntein, 1938), “Em Nome da Pátria” (Vsevolod Pudovkin, 1943), “Zhukovsky” (Vsevolod Pudovkin, 1950) e as direções solo de “Ao Longo do Tisza” (1958) e “Operação Cobra” (1960).

Argumento Original: Konstantin Simonov (1915-79)
Autor do poema “Espere Por Mim” (1942), um dos mais conhecidos da língua russa, o poeta, dramaturgo e romancista Kiril Mikhailovich Simonov, ou simplesmente Konstantin Simonov, nasceu em São Petersburgo. Em 1933 estudou no Instituto de Literatura Maxim Gorky. Após a graduação, em 1938, ingressou no Instituto de Moscou de História, Filosofia e Literatura (IFLI). Sua primeira peça, “A História de Um Amor”, foi encenada no Teatro Lenin Komsomol em 1941. Durante a guerra, alistou-se no Exército. Parte de sua correspondência militar foi publicada em “Estrela Vermelha”. Foi Vice-Secretário-Geral da União dos Escritores da URSS (1946-50).
Muitas de suas obras foram adaptadas para cinema, entre elas a peça “O Povo Russo” que deu origem ao filme “Em Nome da Pátria” (Vsevolod Pudovkin, Dmitri Vasilyev, 1943), “Espere Por Mim” (Aleksandr Stolper, 1943), “Dias e Noites” (Aleksandr Stolper, 1945), “Os Vivos e os Mortos” (Aleksandr Stolper, 1945), “A Questão Russa” (Mikhail Romm, 1947), “Normandia – Neman” (Charles Spaak e Elsa Triolet, 1960), “Vinte Dias Sem Guerra” (Aleksei German, 1976).
A lista de premiações do poeta é extensa: Herói do Trabalho Socialista (1974), Ordem Lenin (1974) e seis Prêmios Stalin (1942, 1943, 1946, 1947, 1949, 1950).

Música Original: Boris Volski (1903-69)
Boris A. Volski se formou no Conservatório Estatal de Kiev em 1923, em seguida, ensinou Música (1923-30). Desde 1931, trabalhou como compositor. Criou as trilhas de “Mashenka” (Yuli Raizman, 1942), “Em Nome da Pátria (Vsevolod Pudovkin, Dmitri Vasilyev, 1943). Crescentemente interessado na parte técnica, especializou-se como engenheiro de som no estúdio "Mosfilm", sendo responsável pela banda sonora dos clássicos “Ivan, o Terrível” (Sergei Eisenstein, 1944), “A Flor de Pedra” (Aleksamdr Ptushko, 1945), “O Inesquecível Ano de 1919” (Mikhail Chiaureli, 1951), “Uma Lição de História” (Leo Arnchstan. Hristo Piskov, 1957), “Nove Dias em Um Ano” (Mikhail Romm, 1961), “O Enredo de Um Conto” (Sergei Yutkevich, 1969).

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