Eletrobrás rejeita proposta de conciliação do TST

 

Os trabalhadores do Sistema Eletrobras estão na luta por um acordo coletivo digno desde o mês de maio, quando foi entregue a pauta de reivindicações da categoria. Desde o primeiro encontro o panorama passado pela direção da Holding era de um pessimismo generalizado, com o discurso pronto de que a renovação da concessões, uma ação unilateral do governo Dilma, não deixaria espaço para uma negociação que resultasse em avanços para os eletricitários.

Essa posição intransigente da direção da Eletrobras foi conduzida nos bastidores desde o primeiro momento pelo DEST e o Governo Dilma através dos ministérios de Minas e Energia e do Planejamento. Todos os atos e ações foram elaborados com o intuito de impor uma derrota ao movimento sindical, como forma de servir de exemplo para outras categorias. A terceira rodada de negociação espelhou bem essa postura, pois naquele momento, onde havia a sinalização de uma possibilidade de avanço, a direção da Holding simplesmente apresentou uma proposta indecente e se retirou da negociação, sem maiores explicações.

Os trabalhadores fizeram todos os esforços possíveis para se chegar a um acordo na da audiência de conciliação no dia 01 de agosto. Diante da solicitação do Ministro do TST, foi suspensa a greve que durava duas semanas, ou seja, a categoria fez a sua parte.

O CNE considera que a suspensão da greve foi importante e estratégica, mas os trabalhadores devem retomar a paralisação imediatamente, pois o que foi decidido nas assembleias foi uma ação condicionada ao avanço nas propostas, colocadas pelo TST, fato que não aconteceu.

De nada adiantou essa disposição de entendimento da categoria, pois a direção da Eletrobras voltou para mesa de conciliação desconsiderando a proposta formulada pelo Ministro do TST, que trazia avanços, ao apresentar outra que punia os companheiros (as) que estão saindo através do PDI, e rebaixada economicamente para toda a categoria, no que tange um acordo de 2 anos.

A FNU foi incisiva na defesa de uma proposta com validade de 1 ano e que trouxesse ganho real para todos, e a não abrisse espaço para qualquer retirada de direitos. Diante do impasse e de intransigência da Eletrobras o processo de dissídio foi instalado.

Os trabalhadores lamentam o fato de a Direção Eletrobras se encontrar sem autonomia, sendo refém do DEST, um órgão que envergonha todos aqueles trabalhadores das empresas estatais que foram às ruas para eleger o Governo Dilma, acreditando que se tratava da continuidade do projeto popular e democrático iniciado em 2002. Hoje, com tristeza a categoria assiste todo esse esforço se traduzir em um governo autoritário, sem espaço para o diálogo com a classe trabalhadora. Que aposta suas fichas na privatização de aeroportos, rodovias, da saúde, setor elétrico, na criminalização do movimento sindical, enfim, uma total decepção, que terá reflexos agudos em 2014.

Diante da proposta rebaixada da Eletrobras a orientação do CNE é para que os sindicatos retomem logo que possível o movimento de greve. Vamos continuar mobilizados por um acordo digno. Os dirigentes sindicais estão preparados para darem maiores detalhes da audiência de conciliação nas assembleias.

Participem! Lembrem-se: só conquista quem luta!

 

Fonte: Federação Nacional dos Urbanitários

 

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