Eduardo recebe Dilma e diz que Nordeste merece mais atenção

O governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), anunciou que deverá mesmo se desincompatibilizar do cargo no próximo ano para concorrer ao Planalto. Ao dar as boas vindas à presidente Dilma Rousseff (PT), que está no Recife participando de uma série de eventos ligados ao setor naval e de petróleo, além de anunciar investimentos em mobilidade, Campos disse que “esta talvez seja a última vez que tenho a satisfação em recebê-la como governador de Pernambuco”. Apesar de assumir publicamente a sua postulação, o socialista ressaltou as boas relações entre ambos e disse que o encontro desta terça-feira “é de quem sabe separar o interesse público do político”.

“Para muitos, este momento poderia ser entendido como de encontro entre quadros políticos que vão viver momentos políticos diferentes. Mas é um encontro de institucionalidade, de quem sabe separar o interesse público do político”, disse Campos durante a cerimônia de conclusão da construção da plataforma P-62, no Estaleiro Atlântico Sul. Ainda ressaltando as relações com a presidente, Campos disse que “sempre teve a presidente como uma brasileira honrada” e que, neste ponto, o atual momento político não se sobrepõe às questões institucionais e em benefício da população.

Apesar da cordialidade e de agradecer as iniciativas federais, o governador aproveitou a ocasião para criticar a política de desenvolvimento regional do Governo Federal. “O Nordeste tem 28% da população brasileira, mas representa apenas 13,5% da riqueza. Parece que a gente tem que fazer mais, as pessoas tem que fazer mais que os outros para melhorar de vida”, afirmou. Sobre o anúncio feito pela presidente Dilma para a área de mobilidade – a presidente lançou uma licitação no valor de R$ 2,9 bilhões para a construção de um anel viário na Região Metropolitana do Recife, além de outras obras de mobilidade urbana que somam mais de R$ 1 bilhão -, Campos disse que “estas obras são feitas com recursos do povo brasileiro. Na nova política, os recursos pertencem ao povo e voltam ao povo em obras”, disse.

A observação do governador tenta colocar um ponto final na disputa pela paternidade das obras em execução, que em muitos casos são disputadas tanto por socialistas como por petistas.

 

Fonte 247

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