Musa, ex-diretor da Petrobrás, entrega provas de pagamento de propina a José Carlos Bumlai

Ex-gerente da área Internacional Petrobras Eduardo Musa disponibilizou ao Ministério Público Federal extratos de sua conta no banco suíço Julius Baer; segundo Musa, a conta tinha por objetivo receber propina de contratos do Grupo Schahin com a Petrobras e teria sido por ela que ele recebeu sua cota da propina de US$ 5 milhões que pelo contrato de operação do navio-sonda Vitoria 10000; "Recebeu depósitos das offshores Deep Black Drilling, Black Gold Drilling e Dleif Drilling, todas de propriedade da empresa Schahin relativas à sonda Vitoria 10000", diz o MPF; de acordo com Musa, o acerto da propina e a contratação da Schahin teria sido fechado pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelo operador do PMDB Fernando Baiano; Bumlai nega que tenha relação com as "mentiras já publicadas". Bumlai desfrutava de íntima amizade com o ex-presidente Lula. Baiano teria dito que pagou propina a Bumlai para atender uma nora de Lula.

 

 

Delator na operação Lava Jato, o ex-gerente da Diretoria da área Internacional Petrobras Eduardo Musa disponibilizou ao Ministério Público Federal extratos de sua conta no banco suíço Julius Baer, pela qual ele confessou ter recebido sua cota da propina de US$ 5 milhões que teria sido paga pelo Grupo Schahin sobre contrato de operação do navio-sonda Vitoria 10000.

 

De acordo com Musa, o acerto da propina e a contratação da Schahin teria sido fechado fechado pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelo operador do PMDB Fernando Antonio Soares Falcão, o Fernando Baiano, novo delator-bomba da Lava Jato.

 

"A conta no Julius Baer tinha por objetivo receber propina da Schahin e da Vantage", afirmou Musa, que foi gerente da Petrobras entre 2006 e 2008, em sua delação. Ele deu os nomes de outras empresas ainda usadas pelo grupo para os pagamentos em sua conta no Julius Baer, na Suíça. "Recebeu depósitos das offshores Deep Black Drilling, Black Gold Drilling e Dleif Drilling, todas de propriedade da empresa Schahin relativas à sonda Vitoria 10000."

 

Segundo Musa, em encontro no escritório de Fernando Baiano, no Rio, Bumlai e Baiano acertaram o pagamento de US$ 5 milhões, viabilizado por Fernando Schahin, para o ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró – preso desde janeiro, pela Lava Jato – e dois ex-gerentes da área, Luis Carlos Moreira e Musa.

 

Por meio de sua assessoria de imprensa, José Carlos Bumlai informou que "não participou de reunião alguma com essas pessoas" e que não tratou de contratos da Petrobras. Bumlai nega que tenha qualquer relação com as mentiras já publicadas, e repudia as novas infâmias que estão sendo agora assacadas contra sua pessoa".

Fonte 247

 

 

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