Eduardo e Marina reafirmam compromisso com conquistas sociais mas querem avançar

 

   

 

 O presidente Nacional do PSB afirmou que o que está faltando ao Brasil neste momento é o diálogo, o escutar a vontade do povo. “É o que estamos buscando com os Seminários Regionais Programáticos como este, construindo um roteiro para esse diálogo com a sociedade brasileira”, ponderou. “Queremos animar o país a participar desse debate, a sair da perplexidade em que se encontra diante de tanta coisa errada”.

E o Nordeste, afirmou Eduardo Campos, tem sonhos de ajudar o Brasil nessa caminhada. “Não somos parte do problema do Brasil, como tantos dizem; o Nordeste é parte da solução”, assegurou. “Não aceitamos mais as cercas que os coronéis quiseram levantar no passado para transformar o Nordeste em currais certos para a eleição de parlamentares conservadores, representantes das elites mais atrasadas. Mas também não somos e não queremos ser o curral para quem não tem projeto de governo e só quer disputar o poder pelo poder, que não vai levar o Brasil a lugar nenhum”.

Ele lembrou que, dos 11 milhões de votos que a Presidente Dilma obteve para se eleger, 10 milhões vieram do Nordeste, daí a importância da região numa eleição nacional.

“Nós, que sabemos de perto o que é desigualdade, saudamos as conquistas sociais obtidas pelos governos Lula e FHC, mas queremos ainda mais para os milhões de nordestinos que ainda estão excluídos delas”, afirmou, citando os que não conseguem ser beneficiados, por exemplo, pelo programa Bolsa Família ou pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS). “E junto com elas queremos também outros direitos para o nosso povo, como a educação de solidária, a inclusão produtiva, a geração de empregos para que as filhas do Bolsa Família de hoje não tornem as mães do Bolsa Família de amanhã”.

Eduardo Campos conclamou lideranças e militantes da aliança a combater os boatos de que o programa estará em perigo se ele vencer as eleições. “Isso é terrorismo. O Bolsa Família é uma conquista do povo brasileiro, ao mesmo tempo em que é uma denúncia do que as forças conservadoras fizeram neste país, deixando milhões da população à margem”, criticou. “Nós vamos reafirmar essas políticas sociais como um direito, e não um favor, mas vamos também evoluir para a inclusão produtiva. Tenho certeza de que a esperança vai vencer o medo mais uma vez!”, concluiu. 

 

 

 

 

 

A ambientalista Marina Silva comemorou a homenagem ao Dia Mundial da Água realizada na abertura do 3º Seminário Regional Programático, afirmando que foi tão revigorante para ela como o calor dos debates que a aguardavam. “Passei a noite em claro dentro do avião, que não conseguiu pousar em Salvador em função de obras na pista do aeroporto e foi desviado para Maceió”, revelou.

“Mas cheguei aqui com minhas melhores forças ao lembrar que, enquanto nós lutamos para promover esse debate país afora, há quem defenda o embate, como o que ocorreu nas últimas eleições, em 2010, quando a opção do povo foi escolher entre dois gerentes – Dilma e Serra, numa disputa sobre quem seria o melhor gerente para o Brasil”.

Para Marina, o Brasil não pode ser novamente reduzido a essa discussão de quem é o melhor gerente. “É preciso uma visão estratégica para governar um país, como tiveram Fernando Henrique e Lula, em que pesem as divergências que temos com seus governos. Quando não se tem visão estratégica, não se consegue sequer contratar os gerentes certos”, afirmou.

Segundo a ex-senadora, o debate não aconteceu em 2010 porque quiseram reduzir uma eleição com aquela magnitude a um plebiscito, mas não para discutir assuntos essenciais à sociedade, como novos rumos na educação, saúde e energia - estes últimos com a utilização das imensas riquezas naturais que temos à disposição. “É claro que o povo brasileiro não ía se animar com uma mera disputa entre gerentes, que ignorou pontos como esse. Também não podia se animar porque, num plebiscito, o cidadão tem atuação passiva, as coisas já estão postas e ele só precisa decidir entre o que considera menos pior para ele”, criticou.

Num verdadeiro processo de escolha, diferenciou ela, introduz-se um terceiro elemento – o cidadão que se coloca como sujeito da história ao poder escolher o que ainda não existe, escolher construir outra coisa.

Um novo caminho - “É o que estamos fazendo nesses debates com todos vocês, em todas as regiões do país. Estamos construindo a possibilidade de um novo caminho, ou melhor, de uma nova maneira de caminhar. Nós vamos abrir ao povo brasileiro a possiblidade de escolher o que ainda não existe”, afirmou. “Não queremos mais o tipo de governabilidade atual, baseada na distribuição de cargos ao invés de em programas; ela está com a data de validade vencida”.

Marina Silva tornou a defender uma das diretrizes da aliança, que é a manutenção das conquistas econômicas e sociais promovidas pelos governos Lula e FCH, porém, com a evolução dessas conquistas para o patamar de inclusão produtiva. “Não vamos dar nenhum um passo atrás nessas conquistas, mas vamos dar um passo à frente, avançando para os programas de inclusão social de terceira geração, que buscam gerar igualdade de oportunidades e políticas customizadas para aqueles que estão em situação fragilizada”, detalhou.

Ela também respondeu às críticas de que, vencendo as eleições, a aliança PSB-RDE-PPS não teria quadros suficientes com quem governar. “Vamos governar com os melhores de cada partido; essas pessoas existem, o problema é que estão sentadas no banco de reservas, quando poderiam estar fazendo os gols – e quem está com a bola no pé é o grupo dos que fazem gol contra o país”, criticou. “Se nosso movimento conseguir mobilizar o Brasil para levar este jovem governador, Eduardo Campos, à Presidência da República, podem ter certeza de que as melhores pessoas de todas as correntes se juntarão a nós para fazermos uma composição programática, possibilitando uma nova forma de governabilidade ao nosso país”.

Segundo Marina, nessa nova governabilidade, o marketing político não terá o mesmo papel de agora. “Não vamos ser um presente embrulhado no papel do marketing, como se não tivéssemos ideias nem propostas”, assegurou. “Não queremos a mesma situação da Presidente Dilma, que é uma mulher competente e com idéias próprias, porém, não há nada que faça que não vinculem à influência de seu marqueteiro. Não podemos reduzir o Brasil a uma disputa de marqueteiros”.

Humberto Pradera  

 

 

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