Diretor da Saab assevera que Gripen NG não é de papel

O vice-presidente da Saab, Lennart Sindahl, afirmou nesta sexta-feira que os caças Gripen NG, adquiridos pelo governo brasileiro, não são aviões de papel, como dizem especialistas do setor. Satisfeito com o resultado da escolha do Gripen NG depois de uma disputa que se arrastou por 12 anos, o executivo destacou as supostas vantagens do caça sueco e, em resposta aos críticos, garantiu que o avião "não é de papel". Técnicos em aeronáutica têm dito que o Gripen NG seria apenas um projeto numa prancheta e que não foi devidamente testado.

 

O executivo chegou nesta sexta-feira ao Brasil para começar a acertar os detalhes do contrato da venda de um lote de 36 caças à Força Aérea Brasileira (FAB), um negócio de US$ 4,5 bilhões. Sem levar em conta que o Brasil foi impedido de exportar aviões da Embraer para a Venezuela por proibição dos EUA, ele entende que as boas relações brasileiras com países das diversas regiões poderão incrementar o mercado dos caças NG. Tanto o avião do Embraer como o Gripen NG são abastecidos com tecnologia americana. Por isso os EUA têm que ser consultados em caso de venda da aeronave para outros países.

 

O brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, gerente do projeto da Aeronáutica, informou que o Brasil poderá alugar caças usados da Suécia. Segundo Crepaldi, o projeto ainda não está concluído. “Cerca de 30% do modelo já está pronto”, explicou. Como os aviões só começam a chegar em 2018, a Saab poderá alugar caças C/D, modelos já em uso, para a FAB até o início da fabricação dos Gripen NG. Mas o negócio dependeria de acertos entre os governos do Brasil e da Suécia. Na quinta-feira, o ministro Celso Amorim disse que, se for necessário, o Brasil poderia fazer esta opção. Isso acarretaria aumento de custos para o país.  

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