Direita colombiana dá golpe e derruba prefeito de Bogotá

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, se pronunciou nesta quarta-feira (19/03) sobre o caso do prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, e confirmou sua destituição.

[Petro, ex-guerrilheiro e eleito prefeito de Bogotá em 2011, foi destituído por Santos]

A Procuradoria Geral, órgão administrativo colombiano, usou como pretexto patrra o golpe o fato de Petro mudar em 2012 o modelo de coleta de lixo de Bogotá, das mãos privadas para um modelo público. Supostas dificuldades no serviço durante três dias na cidade, levaram a Prociradoria Geral afastar o prefeito.

 

Após novo anúncio da Procuradora essa semana, que já havia anunciado em dezembro a decisão de retirar o prefeito, e, uma pequena vitória de Petro, que conseguiu medidas cautelares na CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), a palavra final estava com Santos.

Ele ressaltou entender a importância e respeitar o órgão, mas que este só pode atuar quando há uma "falha no sistema interno". O presidente colombiano também anunciou que, para o lugar de Petro, foi nomeado o ministro do Trabalho, Rafael Pardo, que atuará como prefeito encarregado de Bogotá.

 

Logo após a decisão, Petro falou a apoiadores e condenou a decisão de Santos. "Quem dá o golpe de Estado contra a Bogotá humana foram eleitos com dinheiro da corrupção, com o sangue e dinheiro da cocaína", afirmou, lembrando que 62% da população da capital era contra a destituição.

 

Petro lembrou que Santos havia se comprometido publicamente a respeitar as medidas cautelares da CIDH e revelou que, pessoalmente, o presidente lhe havia dado essa tranquilidade. “O presidente mentiu", disse.

 

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