Dilma e o "tripé" neoliberal

Dilma e o "tripé" neoliberal

O governo Dilma está fazendo tudo para permanecer aferrado - como marisco em pedra - ao chamado “tripé neoliberal”. E para garantir a "empreitada", a presidenta já avisou que vai pressionar o Congresso Nacional para que não aprove mais nada que signifique aumento de despesas sociais. Por isso ela não quer negociar as dívidas dos Estados e Municípios, não quer acabar com o Fator Previdenciário, não quer ver aprovado o piso salarial de agentes de saúde e de policiais e está retendo os recursos para obras, custeio e investimentos. Por isso também, ela está vendendo o patrimônio nacional, como o Campo de Libra, e promovendo a “farra das concessões”.     

 

E o que é esse “tripé”, que chamada mídia econômica tanto defende? Segundo o tal "mercado", ele seria formado pelos “fundamentos sagrados” da “estabilidade macroeconômica”. São eles, Câmbio Flutuante, Superávit Primário e Metas de Inflação.

 

Vejamos o que efetivamente significam essas três medidas tão caras aos banqueiros e monopólios.   

 

Primeiro, o Câmbio Flutuante. É o câmbio que “flutua”. Só que ele flutua sempre numa mesma direção. Ou seja, na direção da valorização artificial do real para favorecer as importações. Medida que só beneficia a venda no Brasil dos produtos das grandes potencias. Esse subsídio aos importados provoca a destruição das empresas brasileiras que não suportam a enxurrada de produtos que chagam com preços abaixo do custo de produção. Os tucanos implementaram essa política no governo FHC, chegando até a igualar o real ao dólar. O final dessa história todos se recordam: a falência do País e a submissão total ao FMI.   

 

O segundo é o Superávit Primário. Este nada mais é do que o resultado do corte das despesas sociais e de investimentos públicos para garantir que os recursos do orçamento sejam desviados para os banqueiros e os especuladores. Este ano mais de 230 bilhões de reais serão destinados a pagamento de juros. Se computarmos amortizações e rolagem da dívida interna, esse valor ultrapassa os 700 bilhões de reais. Só para se ter uma ideia do que isso significa, o orçamento do SUS para este ano foi de 70 bilhões de reais.  

 

Por último, a Meta de Inflação. Política monetária restritiva, arrocho salarial e “rigor fiscal”. Em suma, a meta é o combate à inflação com redução drástica do consumo. Traduzindo, é arrocho salarial, juros altos e estagnação econômica.

 

Na verdade, inflação controlada mesmo, só se conquista com crescimento econômico, desenvolvimento da produção e ampliação do mercado interno.

 

Eles dizem que FHC teria “estabilizado” a economia. Não é verdade. Além da recessão e do desemprego provocado por sua política, no último ano de seu governo, a inflação projetada já estava na casa dos 60% ao ano. Já, quando o país estava crescendo a 7,5% ao ano e a produção industrial a 10%, no segundo mandato do presidente Lula, a inflação estava sob total controle. Isso sim é estabilidade. Bastou a produção despencar, na administração Dilma, para o fantasma da inflação voltar a rondar o país. 

 

SÉRGIO CRUZ 

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