Dilma diz que tem que garantir arrecadação e não fala se é contra a terceirização das atividades-fim

A proposta de regulamentação das terceirizações que está em votação no Congresso é um golpe mortal nos direitos trabalhistas e na CLT. É também a forma que os capachos dos monoólios estão encontrando para arrochar os salários no país. Todo mundo sabe que onde há terceirizados, os salários são aviltados, os diretos não são respeitados e os acidentes de trabalho são quase diários. A questão central do projeto em discussão é exatamente permitir a terceirização das atividades fins, proibidas no Brasil até agora. O governo negociou o projeto com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nos bastidores para garantir a arrecadação e, com isso, o cumprimento do superávit primário (dinheiro para os banqueiros).

Dilma disse nesta segunda-feira (27) que tem que regulametar as terceirizações e não disse nada sobre a proibição das terceirizações das atividades-fins. Ela afirmou que os contratos terceirizados no Brasil “precisam ser regulamentados”. E disse também uma outra generalidade: que o projeto “não pode reduzir direitos dos trabalhadores ou prejudicar a arrecadação”. “O governo reconhece a importância de ter uma legislação sobre a terceirização. Mas tem que ter equilíbrio. E acho que ter equilíbrio significa, sobretudo, você não eliminar a diferença entre atividades-fim e atividades-meio para todas as atividades existentes em uma economia”, afirmou a presidente.

Não disse nada sobre proibição de terceirização de atividade-fim. Falou apenas que “tem que ter equilíbrio”. E que tem diferença entre as atividades. A “pejotização” [transformar trabalhadores em empresas para tirar seus direitos) para ela é só um problema de redução de arrecadação. A única preocupação de Dilma nessa questão é fazer caixa para satisfazer os banqueiros.   

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