Crimeia recusa eventual acordo com novas autoridades da Ucrânia

       
  
 

Kiev, 5 mar (Prensa Latina) O chefe do governo da República Autônoma da Crimeia, Serguei Aksionov, subtraiu hoje legitimidade das novas autoridades ucranianas, no entanto reafirmou garantias à vontade da península ao referendo sobre o futuro status do território.

 

Consultado sobre possíveis negociações com a Suprema Rada (Parlamento) do país, Aksionov respondeu que o executivo da Crimeia não responderá a essa proposta enquanto considera ilegítimo o poder em Kiev.

A tomada pela força do Executivo e Legislativo pelas frações opositoras e a destituição do presidente eleito Víktor Yanukóvich (2010) originou um descontentamento em massa nas regiões do leste e sul da Ucrânia, onde seus moradores se manifestaram contra os protestos contra o governo do Maidán e as ações violentas de organizações neofascistas.

Essas autoridades que nos convida (a Crimeia) a entrar em negociações, não a consideramos legítimas e nisso consiste o problema principal, disse enfaticamente Aksionov, que foi eleito no passado 27 de fevereiro como novo titular do governo pelo Parlamento dessa República, cuja nomeação também não reconhece Kiev.

Perguntado sobre uma eventual separação da Crimeia, o político reiterou que essa decisão concerne aos habitantes da península, que poderão expressar qualquer eleição na consulta popular e cuja vontade acataremos, afirmou.

Com relação aos passos adotados pelo governo autônomo de criar uma Força Armada e frota próprias, o premiê considerou que todas as formações militares deviam se subordinar ao poder autônomo da Crimeia, em particular ao seu Parlamento.

Aksionov acrescentou que uma grande parte dos grupos militares já passou para o lado das autoridades legítimas do território e estão dispostos a fazer o juramento.

Segundo declarou ontem, mais de cinco mil 500 efetivos do ministério de Defesa da Ucrânia passaram às filas dos grupos de autodefesa da Crimeia, para enfrentar eventuais ataques de organizações extremistas e nacionalistas.

Em sua roda de imprensa da residência presidencial, Vladimir Putin disse ontem que cerca de 22 mil militares ucranianos e dezenas de plataformas de foguetes dos sistemas S-300 passaram ao controle das autoridades da Crimeia sem sequer um disparo.

Por sua vez, o titular do Conselho Supremo (Parlamento) dessa república, Vladimir Kontantinov, manifestou que só fariam algum acordo com Kiev se houver uma ampliação da autonomia sob estritas garantias internacionais.

Ao mesmo tempo, Aksionov deixou a possibilidade de que a consulta popular sobre o status dos poderes dessa república poderia ser adiantada inclusive para o dia 30 de março, a data fixada pelas autoridades da Crimeia, devido à situação conturbada do país.

Fonte Prensa Latina
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