Contas externas têm o maior rombo da história para o mês de abril

 

O déficit em transações correntes do País somou US$ 8,291 bilhões no mês de abril, informou o Banco Central. O rombo nas contas externas é o maior da história para meses de abril. O resultado ficou acima do intervalo previsto por analistas, que ia de déficit entre US$ 8 bilhões e US$ 5,6 bilhões, e pior do que a mediana de US$ -6,700 bilhões.

 

De acordo com o BC, a conta de rendas ficou negativa em US$ 4,512 bilhões. A de serviços, negativa em US$ 4,364 bilhões. Esses resultados foram parcialmente influenciados pelo superávit comercial de US$ 506 milhões e pelas transferências unilaterais positivas de US$ 78 milhões. Também contribuiu para o déficit o gasto do turista brasileiro no exterior, que bateu recorde no mês.

 

No acumulado de janeiro a abril de 2014, o déficit em conta corrente soma US$ 33,476 bilhões, o equivalente a 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado dos últimos 12 meses até abril, o saldo está negativo em US$ 81,611 bilhões, o que representa 3,65% do PIB. A estimativa do BC para o déficit em abril era de US$ 7,8 bilhões.

 

IED. Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram US$ 5,233 bilhões em abril, volume inferior aos US$ 5,719 bilhões registrados em abril de 2013. O resultado ficou dentro do intervalo previsto, segundo levantamento do AE Projeções, que apontava IED entre US$ 4,5 bilhões e US$ 6,0 bilhões.

 

O resultado ficou abaixo da mediana de US$ 5,5 bilhões. Também é inferior à estimativa do BC para o IED em abril, que era de US$ 5,3 bilhões. No acumulado do ano, o IED soma US$ 19,404 bilhões (2,70% do PIB). No mesmo período do ano passado, o IED acumulado era de US$ 18,975 bilhões (2,62% do PIB). Em 12 meses até abril, o IED está em US$ 64,475 bilhões, o que corresponde a 2,88% do PIB.

 

O Banco Central informou que o investimento estrangeiro em ações brasileiras, dentro e fora do País, ficou positivo em US$ 555 milhões em abril. No mesmo período do ano passado, estava positivo em US$ 959 milhões. No acumulado do ano até abril, o valor caiu de US$ 8,054 bilhões em 2013 para US$ 875 milhões em 2014. O saldo para ações negociadas no País ficou positivo em US$ 650 milhões em abril e está positivo em US$ 967 milhões no acumulado de 2014. Em relação aos papéis negociados no exterior, o investimento estrangeiro ficou negativo em US$ 94 milhões no mês passado e está negativo em US$ 92 milhões no acumulado do ano.

 

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 3,708 bilhões em abril, informou há pouco o Banco Central. No mesmo mês de 2013, o resultado havia sido positivo em US$ 816 milhões. No acumulado do ano, entraram no País US$ 15,351 bilhões para renda fixa, ante US$ 2,568 bilhões no mesmo período do ano passado. Em junho de 2013, o governo zerou o IOF sobre esse tipo de aplicação. O investimento em títulos negociados no exterior ficou positivo em US$ 2,091 bilhões em abril de 2014. No mesmo período do ano passado, o saldo dessas aplicações ficou negativo em US$ 207 milhões. No acumulado do ano, esses investimentos somaram US$ 1,493 bilhão. Em igual período do ano passado eles ficaram em US$ 53 milhões.

 

Lucros e dividendos. O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em US$ 3,291 bilhões em abril, informou há pouco o Banco Central. As receitas (US$ 16 milhões) ficaram bem acima das remessas (US$ 2,083 bilhões) no mês passado. No mesmo período de 2013, o resultado foi uma saída líquida de US$ 2,542 bilhões.

 

No acumulado de 2014, o saldo está negativo em US$ 8,968 bilhões, ante US$ 9,516 bilhões no mesmo período de 2013. O BC informou ainda que as despesas líquidas com juros externos somaram US$ 1,223 bilhões em abril e US$ 4,750 bilhões no acumulado do ano. Em 2013, o gasto com juros totalizou US$ 1,055 bilhões em abril e US$ 4,201 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.

 

Dívida. O Banco Central informou há pouco que a estimativa para a dívida externa brasileira em abril de 2014 é de US$ 326,252 bilhões. Em março de 2014, último dado verificado, a dívida estava em US$ 319,986 bilhões. No fim de 2013, estava em US$ 308,625 bilhões. A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 288,102 bilhões em abril, enquanto o estoque de curto prazo estava em US$ 38,150 bilhões no fim do mês passado, segundo estimativas do BC. A variação na dívida de longo prazo em relação a março se deu, principalmente, por conta das captações líquidas de empréstimos do setor financeiro (US$ 142,191 bilhões) e das empresas (US$ 114,351 bilhões). A emissão de títulos do governo ficou em US$ 36,755 bilhão.

Fonte Estadão

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