Clube de Engenharia defende que a Petrobrás gerencie diretamente as obras do Clube do Bilhão

O Clube de Engenharia aprovou em caráter emergencial uma proposta relativa à solução para a continuidade dos contratos da Petrobrás com as empresas investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A reunião, realizada dia 16 de março, discutiu a aprovou por unanimidade que a estatal assuma “o gerenciamento direto das atividades de planejamento, suprimento, execução física e controle financeiro dos contratos em vigor” envolvendo as empresas envolvidas no pagamento de propinas.

“Vivemos hoje, momento extremamente difícil para a Petrobrás no tocante a conclusão dos contratos de seus projetos de investimento em virtude de medidas acauteladoras tomadas pela Direção da Empresa no pagamento dos seus principais fornecedores de serviços e aprovação de aditivos contratuais, seja de extensão de prazos ou pagamento de valores adicionais, situação que produz reflexos imediatos de demissão de trabalhadores, falta de pagamento de rescisões trabalhistas e caos social, cujo resultado final é catastrófico para a Companhia e para o país”, diz o resumo da proposta apresentada pelos engenheiros.

“Urge adotar um procedimento extraordinário já empregado pela Petrobrás com sucesso na época de construção das plataformas P-19, P-31 e P-34, onde o seu Serviço de Engenharia passou a acompanhar diretamente as atividades de planejamento, suprimento, execução física e controle financeiro dos fluxos de caixa dos contratos. Em resumo, um sistema de gerenciamento global direto de todos os empreendimentos”, argumentou o documento, aprovado na reunião do Clube de Engenharia. Fernando Siqueira, vice-presidente do Clube de Engenharia e da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), um dos autores da proposta, informou que a proposta, mais detalhada, foi entregue para a direção da estatal.

“O Clube de Engenharia, mediante decisão de seu Conselho Diretor, manifesta-se favorável a que a Petrobrás adote, urgentemente, a medida extraordinária de assumir o gerenciamento direto das atividades de planejamento, suprimento, execução física e controle financeiro dos contratos em vigor, através do emprego de seu pessoal especializado, nos moldes já empregados em situação similar à época da construção das plataformas P-19, P-31 e P-34”, defendem os engenheiros. “Decide também o Conselho Diretor que o Clube de Engenharia solicitará audiência à Direção da Petrobrás e ao Governo Federal, em caráter de urgência, a fim de que uma Comissão constituída de imediato e encabeçada pelo Presidente da Entidade apresente diretamente às instâncias mencionadas o modelo de solução que propõe”, conclui a nota do Clube.

No dia 26 de março, o Clube de Engenharia, presidido por Francis Bogossian, encaminhou carta ao presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, solicitando a audiência.

Fonte www.horadopovo.com.br

 

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