Cidadão Klein

 

CIDADÃO KLEIN
Joseph Losey (1976), com Alain Delon, Jeanne Moreau, Francine Bergé, Juliet Berto,
FRANÇA, 123 min.
 
Sinopse
 
Em 1942, na França de Vichy, Robert Klein é um negociante de arte de origem
alsaciana que se aproveita da perseguição aos judeus para comprar deles valiosas
obras a preços muito baixos. Certo dia, sua tranquilidade é quebrada ao encontrar
na porta de casa um exemplar do jornal “Informações Judaicas”, com seu nome e
endereço na etiqueta, como destinatário da assinatura.
O receio de ser tomado por judeu logo se transforma na busca obsessiva de Klein
para encontrar o homem que age sob a sua identidade visando comprometê-lo. E a
situação se complica com a suspeita da polícia de que tal homem não existe.
“Cidadão Klein” recebeu três prêmios César, em 1977: Melhor Filme, Melhor Diretor e
Melhor Design de Produção.
 
 
 
Direção: Joseph Losey (1909-84)
Americano, nascido no Winscosin, Joseph Walton Losey foi diretor de teatro e cinema.
Antes de aportar em Hollywood, trabalhou com Bertolt Brecht na Alemanha e visitou a
União Soviética, em 1935, para estudar o teatro russo. Seu primeiro longa-metragem,
produzido nos EUA pela RKO, foi "O Menino dos Cabelos Verdes" (1948). Nesta
mesma época levou aos palcos da Broadway a peça "Galileu", de Brecht. Pouco
depois, dirigiu o filme "O Fugitivo de Santa Marta" (1950).
A carreira de Losey em Hollywood foi interrompida quando recebeu a convocação para
depor no Comitê de Atividades Antiamericanas e seu nome foi incluído na lista negra
do macarthismo. Quando voltou da Itália, onde havia acabado de filmar "O Homem
que o Mundo Esqueceu" (1952), o diretor se encontrou desempregado e, então,
decidiu partir para Londres. Mesmo lá, ao recomeçar sua carreira precisou utilizar
pseudônimo para poder trabalhar.
Joseph Losey dirigiu 30 longas, entre os quais também se destacam “Encontro com a
Morte” (1959), "O Criado" (1963), "King & Country" (1964), "O Mensageiro" (1970), que
recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, "Casa de Bonecas" (1973), "Galileu"
(1975), “Cidadão Klein” (1976), "Don Giovanni" (1979).
 
Argumento Original: Franco Solinas (1927-82)
Além de escrever para Gillo Pontecorvo os argumentos de “Giovanna” (1955), “A
Grande Estrada Azul” (1957), “Kapó” (1960), “A Batalha de Argel” (1966) e “Queimada”
(1969), Franco Solinas, natural da Sardenha, assina os argumentos de “O Bandido
Giuliano” (Francesco Rosi, 1962), “Estado de Sítio” (Costa-Gavras, 1972), “Suspeita”
(Francesco Maseli, 1975), “Cidadão Klein” (Joseph Losey, 1976), “Hanna K.” (Costa-
Gavras, 1983), entre outros. O roteiro de "Cidadão Klein" contou com a colaboração
de Fernando Morandi e Costa-Gavras
 
Música Original: Egisto Macchi (1928-92)
Nascido em Grosseto, Egisto Macchi estudou piano, violino, canto e composição em
Roma. Criou dezenas de peças para orquestra de câmara, coro e trilhas para teatro.
Desde 1959 teve presença ativa no mundo do cinema e televisão, trabalhando com
continuidade na Itália, França e Bélgica. Escreveu música para 50 filmes e assinou as
trilhas sonoras de cerca de 3000 documentários e programas de TV.
Entre os diretores com os quais trabalhou estão Florestano Vancini (“Bronte”, 1972, e
“O Delito Matteotti”, 1973), Lino Del Fra (“Antonio Gramsci: Os Dias de Prisão”, 1977),
Joseph Losey (“Cidadão Klein”, 1976) e os Irmãos Taviani (“Pai Patrão”, 1978).
A trilha musical de "Cidadão Klein" contou também com o apoio do compositor francês
Pierre Porte.
facebook


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!