Chanceler russo adverte sobre pretextos para invadir a Síria

Chanceler russo adverte sobre pretextos para invadir a Síria
       

O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, advertiu hoje sobre os pretextos contra a Síria para justificar uma intervenção militar estrangeira, como o tema em torno das armas químicas, propalado por canais midiáticos ocidentais.

Em coletiva de imprensa após o Conselho de países do Báltico, na setentrional cidade de Kaliningrado, Lavrov denunciou que o suposto uso desse armamento letal pelas autoridades sírias está se convertendo em um elemento de especulação e poderia ser um pretexto para uma invasão desse país árabe.

Disse não descartar que algumas forças declarem a necessidade de uma intervenção estrangeira, sob o argumento de que se ultrapassou a denominada linha vermelha.

Ao mesmo tempo, o chanceler russo considerou um erro a ONU não ter respondido de maneira oportuna a uma solicitação das autoridades de Damasco para investigar o fato concreto, ocorrido em março nas proximidades de Alepo, onde houve indícios de que os opositores armados usaram armas químicas contra a população civil.

Chamou a esclarecer com rapidez todos os casos relacionados ao uso de armas químicas na Síria, de acordo com o canal televisivo internacional Russia Today.

A respeito, recordou que Moscou continua à espera de informações oficiais da Turquia com relação à detenção de 12 homens armados, com os quais apreenderam nesse território o letal gás sarin.

O chefe da diplomacia russa considerou medular uma posição clara e sem ambiguidades da comunidade internacional frente ao conflito sírio.

Devem decidir se estão do lado dos que insistem numa mudança de regime por meio da violência ou daqueles que querem uma solução através do diálogo, advertiu Lavrov.

A Chancelaria da Rússia manifestou nesta quinta-feira preocupação pelas versões de que organizações terroristas, cuja atividade compreende Turquia, Iraque e Síria, contam entre seus arsenais de combate com agentes químicos, equipes e tecnologias para sua produção.

O porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores, Alexander Lukashevich, declarou hoje que o governo sírio advertiu mais de uma vez sobre o perigo potencial do uso desse tipo de armamento, proibido pelas convenções internacionais, no conflito interno desse país árabe.

Como constata o curso dos acontecimentos em torno da Síria, as preocupações da Rússia ganham fundamento para que se recorra à ingerência estrangeira, sob esse pretexto, alertou o diplomata.

Respaldou os chamados de Moscou a que a ONU investigue sem dilações a solicitação oficial síria de esclarecer os fatos de 19 de março, nas proximidades de Alepo, e evite assim os aspectos de provocação que podem estar por trás dessa campanha antissíria.

A diplomacia russa realiza grandes esforços para conseguir um consenso em torno da convocação de uma conferência internacional (Genebra II), combatida por alguns governos europeus e regionais, interessados no derrocamento do presidente Bashar Al Assad e na desintegração desse país, como ocorreu na Líbia, em 2011.

Fonte Prensa Latina 

 

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