CGTB propõe a Dilma soluções para enfrentar os problemas em saúde, educação e transporte

 

A presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta quarta-feira (26) com dirigentes das Centrais Sindicais, no Palácio do Planalto, após as manifestações que ocorreram de Norte a Sul do país e a presidente ter feito cinco propostas, entre as quais para saúde, educação e transporte público, em reunião com governadores e prefeitos. "As manifestações ocorreram porque existe um sentimento de indignação do povo e os problemas precisam ser resolvidos. Existe também uma tentativa da mídia de pegar essa insatisfação e colocar a pauta dela, como corrupção e inflação. Como a Sra. convocou esta reunião em caráter emergencial, tenho algumas sugestões para buscarmos recursos para enfrentar os sérios problemas em transporte, saúde e educação", afirmou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira).

O dirigente da CGTB elencou suas propostas.

a) Superávit primário. "Pelo acordo com o FMI, incorporado à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei de Orçamento Anual, o governo pode abater até R$ 65,2 bilhões do superávit primário, mas está abatendo apenas R$ 45 bilhões. Portanto, sobram R$ 20,2 bilhões, que podem ser utilizados", disse Bira.

b) Desonerações. "A Receita Federal dá como total de R$ 170.015.969.718 em desonerações para 2013, somando os governos Dilma, Lula e Fernando Henrique. A ANFIP dá como desonerações para 2013 um total de R$ 94 bilhões nas contribuições sociais, mais+ R$ 5,2 bilhões referentes ao IPI. Já o Ministério da Fazenda, R$ 70 bilhões em desonerações este ano. Propomos reverter R$ 20 bilhões das desonerações".

c) Dívidas de estados e municípios. "As dívidas de estados e municípios com a União é insustentável. É um absurdo, por exemplo, a situação do Estado de São Paulo. Em 1998, a dívida refinanciada totalizava R$ 50.388.778.000. Entre 1998 e 2012 pagou R$ 91.765.000.000. Em março deste ano, estava devendo R$ 188.501.818.751. Sugerimos um abatimento de 40% das dívidas de estados e municípios e a mudança do índice de correção do IGP-DI para o IPCA".

d) Leilão do pré-sal. "Não tem sentido a realização de leilão do pré-sal, pois se isso acontecer o petróleo vai parar nas mãos das multinacionais e o país vai perder recursos. Não é nem o caso de ser contra, mas de suspender o leilão, senão vai haver muitos problemas".

e) BNDES. "Em um road show em Nova Iorque, o ministro Guido Mantega anunciou que o BNDES iria financiar 80% das obras de infraestrutura. Desse jeito, o Estado brasileiro iria financiar as multinacionais. Sugiro que o BNDES disponibilize R$ 20 bilhões para enfrentar esses problemas emergenciais".

f) Orçamento. "Tem uma luta em curso. Para enfrentar os graves problemas em transporte em educação, sugiro que os recursos saiam dessas fontes e também que oOrçamento seja cumprido e não ficar empurrando obras e serviços para frente e deixando restos a pagar".

Na saída da reunião, Bira defendeu ainda a mudança da política econômica, para que seja voltada ao crescimento. Não é possível nos contentarmos com crescimentos pífios de 3%, 2%, 1%. Isso só vai agravar os problemas. O presidente Lula deixou o governo com o PIB crescendo 7,5%. Isso mostra que é possível o Brasil crescer e se desenvolver. Para isso, é preciso ampliar os investimentos públicos, reduzir os juros, com o BNDES dando prioridade à indústria nacional e o governo lhe dando preferência nas suas compras.

Os dirigentes das Centrais também abordaram sobre a pauta trabalhista, como o fim do Fator Previdenciário, redução da jornada para 40 horas, reforma agrária e aumento real para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo.

Fonte CGTB 

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