Centrais Sindicais e os movimentos sociais farão atos conjuntos no dia 11 de julho

CGTB
Lindolfo dos Santos, secretário de Finanças da CGTB

As Centrais Sindicais (CGTB, CUT, FS, UGT, CTB, Conlutas, NCST e CSB), o MST e a UNE se reuniram nesta terça-feira (25), em São Paulo, e decidiram promover paralisações e atos conjuntos no próximo dia 11 de julho em todo o país, bem como a pauta que será entregue à presidente Dilma Roussef, em audiência que será realizada na quarta-feira (26), no Palácio do Planalto.

As centrais definiram que o 11 de julho será chamado de Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, a partir do lema "Pelas Liberdades Democráticas e pelos Direitos dos Trabalhadores", com nove bandeiras de luta: fim do fator previdenciário, 10% do PIB para a Saúde, 10% do PIB para a Educação, redução da Jornada de Trabalho para 40h semanais, sem redução de salários, valorização das aposentadorias, transporte público e de qualidade, reforma agrária, contra os leilões de petróleo e rechaço ao PL 4330, sobre terceirização.

"Estamos vivendo um momento bastante difícil após as manifestações em todo o Brasil. É preciso quebrar coma lógica do rentismo, reduzir o s juros e investir na produção, ampliando os investimentos públicos. Nós consultamos vários economistas para apresentar uma proposta de conseguir os recursos para que sejam aplicados no transporte, saúde e educação", afirmou o secretário Nacional de Finanças da CGTB, Lindolfo dos Santos.

O dirigente da CGTB propôs "abater R$ 20 bilhões do superávit primário, uma vez que o governo pode abater até R$ 65 bilhões, mas está abatendo apenas R$ 45 bilhões. Portanto, há recursos aqui para investimentos em melhorias dos serviços públicos". Ele disse ainda que é possível reverter parte das desonerações. Segundo dados da Anfip, só para este ano, as contribuições sociais somarão R$ 94 bilhões, mais R$ 5,2 bilhões só do IPI. O ministro Guido Mantega disse que as desonerações do governo Dilma serão de R$ 70 bilhões. "Podemos reverter R$ 20 bilhões em desonerações, que são direcionadas para as multinacionais", acrescentou Lindolfo. Também promover e municípios, com abatimento de 40% do valor total e mudar a correção do IGP-DI para o IPCA. "Exigimos o cumprimento do Orçamento da União", frisou Lindolfo, destacando a necessidade de acabar com os leilões do pré-sal. A portaria do ministro Lobão retira maias recursos.

"Vamos chamar à unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais para dialogar com a sociedade e construir uma pauta que impulsione conquistas, as reivindicações que vieram das ruas à pauta da classe trabalhadora", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

A CGTB foi representada na reunião por Lindolfo Santos, a secretária de Relações Internacionais, Maria Pimentel, e o secretário de Comunicação, Paulo Sabóia.

 

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