CANÇÃO DA RÚSSIA

No próximo sábado, 15/06, o Cinema no Bixiga apresenta o filme "Canção da Rússia". O filme inicia às 17 horas, no Cine-Teatro Denoy de Oliveira, na Rua Rui Barbosa, 323, Bela Vista. Entrada franca!

 

CANÇÃO DA RÚSSIA

Gregory Ratoff (1944), com Robert Taylor, Susan Peters, Robert Benchley, John Hodiak, EUA, 107 min.

 

Sinopse

O maestro americano John Meredith deixa o seu país com a missão de realizar uma série de concertos na URSS e lá se apaixona por Nadya Stepanova, uma pianista soviética. Amor correspondido, os dois viajam juntos, emocionando as plateias. Estamos em junho de 1941. Acontece então a invasão de Hitler à União Soviética. 

Não são poucos os filmes produzidos durante a era Roosevelt que a direita americana procurou demonizar após a sua morte. “Missão em Moscou” (Michael Curtiz, 1943), “A Estrela do Norte" (Lewis Milestone, 1943), “Three Russian Girls” (Henry S. Kesler, Fyodr Otsep, 1943), “The Boy From Stalingrad” (Sidney Salko, 1943), “Tender Comrade” (Edward Dmytryk, 1943), “A Batalha da Rússia” (Frank Capra, Anatole Litvak, 1943), “Sementes de Liberdade” (Hans Burger, 1943), “Quando a Neve Tornar a Cair” (Jacques Tourneur, 1944), “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” (William Wyler, 1946) são alguns desses títulos. Mas foi “A Canção da Rússia” que teve a honra de ser o primeiro alvejado por um inquérito na Comissão de Atividades Antiamericanas. Em outubro de 1947, a senhora Ayn Rand, de origem russa que emigrara para os EUA em 1926, com o passaporte na mão, depôs na Comissão como testemunha de acusação do filme.

Rand, apresentada como escritora e filósofa, afirmou: “Mostrar essa gente sorrindo é um típico golpe de propaganda comunista”. A questão suscitou o seguinte diálogo entre ela e um membro da Comissão:

Senador John McDowell: Ninguém sorri na Rússia?

Ayn Rand: Se a pergunta é literal, a resposta é: quase ninguém.

John McDowell: Eles nunca sorriem?

Ayn Rand: Se por acaso sorriem, é na intimidade e por acidente. Certamente não se trata de um ato social.

John McDowell: Porque tudo o que eles fazem é falar sobre comida.

Ayn Rand: Exatamente.

 

Direção: Gregori Ratoff (1897-1960)

Diretor, ator e produtor, Gregory Ratoff nasceu em Petrogrado, começou sua carreira no Teatro de Arte de Moscou, radicou-se nos EUA em 1925 e estreou como diretor de cinema com “Pecados dos Homens” (1936). Entre seus filmes estão “Os Quatro Filhos de Adão” (1941), “Os Irmãos Corsos” (1941), “Canção da Rússia“ (1944), “That Dangerous Age” (1949) e “Operação X” (1950), os dois últimos realizados na Inglaterra.

 

Argumento Original: Leo Mittler (1893-1958), Victor Trivas (1896–1970) e Guy Endore (1900-70)

Dramaturgo, roteirista e diretor de cinema, Leo Mittler estudou na Academia de Música e Artes Cênicas de Viena. Trabalhou em teatros na Áustria e Alemanha. Em 1929, dirigiu o filme “Do Outro Lado da Estrada”, produzido pela Prometheus, empresa alemã (1926-31) dedicada ao cinema proletário. Após a ascensão nazista em 1933, trabalhou na França e Inglaterra, realizando “La Voix Sans Visage” (1933) e o musical “Cheer Up” (1936). Nos EUA, escreveu as histórias de “O Fantasma dos Mares” (Mark Robson, 1943) e “Canção da Rússia” (Gregory Ratoff, 1944). Após a guerra voltou à Alemanha, trabalhando no teatro e televisão.

O cineasta russo Victor Trivas começou como diretor de arte de Georg Wihelm Pabst, no final da década de 20, na Alemanha. Escreveu e dirigiu seu primeiro longa, “Terra de Ninguém”, em 1931. Em 1933 foi para a França onde dirigiu a comédia “Tovaritch” (1935). Assina os roteiros de “O Estranho” (Orson Welles, 1946), “Where the Sidewalk Ends” (Otto Preminger, 1950), “The Secret of Convict Lake” (Michael Gordon, 1951).

Romancista e roteirista americano, Samuel Guy Endore graduou-se na Universidade de Columbia em 1923. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão o romance da revolução haitiana “Babouk: A História de um Escravo” (1934), “The Werewolf of Paris” (1933), os roteiros dos filmes “Dance Comigo” (Mark Sandrich, 1938), “Canção da Rússia (Gregory Ratoff, 1944), “Também Somos Seres Humanos” (William A. Wellman, 1945) e “The Story of Gl Joe” (William A. Wellman, 1945), pelo qual recebeu indicação para o Oscar. Quando investigado pelo Comitê de Atividades Antiamericanas, vendeu seus roteiros sob o pseudônimo de Harry Relis.

 

Música Original: Eric Zeisl (1905-59)

Eric Zeisl nasceu em Viena. Aos 14 anos ingressou na Academia Estatal daquela cidade. Ganhou um prêmio em 1934 (para a Missa de Requiem), mas sua origem judaica tornou difícil a obtenção de trabalho e publicação. Transferiu-se para Paris, em 1938, e depois para os EUA. Foi compositor no Instituto Brandeis-Bardin e na Fundação Huntington Hartford. Deu aula de teoria da composição no Los Angeles City College. Em Hollywood criou as trilhas musicais de “Canção da Rússia (Gregory Ratoff, 1946) e “O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes” (Tay Garnett, 1946).

 

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