Beto Almeida: Os 70 anos da CLT

Beto Almeida:  Os 70 anos da CLT

 

 

Neste Primeiro de Maio , a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho - criada na Era Vargas, está completando 70, sob permanente e renovado ataque do grande capital. Não basta a desoneração, a voracidade capitalista não tem limites, querem destruir os direitos trabalhistas assegurados na CLT. Por isso, banqueiros e grandes capitalistas e por correia de transmissão, a mídia odeiam tanto a Vargas.

 

A direita já tentou de tudo para desfigurar, anular, flexibilizar a CLT. Primeiro, inventou-se que possuía inspiração fascista, da Carta Del Lavoro. Era apenas mais uma mentira do infinito mantra da direita contra todo e qualquer direito formal e prático dos trabalhadores. Vargas possuía uma comissão de assessores que trabalhava no segundo andar do Palácio do Catete. Umas poucas grandes cabeças com quem ele conversava constantemente, abertamente, de forma franca e sem solenidade. Entre eles Inácio Rangel, Rômulo de Almeida e o cearense José Ferreira, antigo advogado cearense, que, perseguido em seu estado por ser socialista, foi acolhido por Vargas nesta assessoria , segundo alguns, seu verdadeiro ministério. Dali saíram os grandes projetos de Vargas, a CLT, Petrobrás, Volta Redonda, Eletrobrás, indústria naval etc

 

A CLT nada tem de inspiração fascista. Este rótulo, colado pela mídia golpista e udenista, mais tarde amplificado pela corrente neoliberal da advocacia a serviço do capital, colou, e até muitos sindicalistas chegaram a repeti-lo, mas nunca se deram ao trabalho de investigar a história. A proposta original da CLT foi feita por Ferreira, a pedido de Vargas, que, maiis tarde convocou uma comissão de juristas, para dar a forma final. Mas, a proposta básica veio da larva de um militante socialista, o que pode ser conferido no excelente livro de Jose Augusto Ribeiro, “A Era Vargas”.

 

A CLT resiste ao tempo. Na Europa, trabalhadores perdem direitos. OS EUA não têm nada parecido a uma CLT. Lula, que já criticou Vargas, agora o elogia. Falta uma revisão consciente sobre o que foi realmente a Era Vargas, que FHC quis destruir. Mas, enquanto isto, é preciso defender a CLT dos ataques do capital. E a ampliação dos direitos dos trabalhadores, que está ocorrendo no Brasil, ao contrário do que ocorre no chamado “primeiro”mundo.

 

 

Beto Almeida

 

Jornalista, Diretor da Telesur

 


Fonte Pátria Latina

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