Apesar das ameaças de Cunha, Janot se mantém na PGR

O Procurador Geral Rodrigo Janot, vencedor da eleição para o cargo, será reconduzido para um novo mandato à frente do Ministério Público, informou neste sábado (8) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

 

A recondução de Janot depende agora de sua aprovação por ao menos 41 dos 81 senadores da Casa. Antes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá marcar uma sabatina com o indicado, antes de submeter seu nome ao plenário.

 

A votação foi realizada na última quarta (5) pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Janot obteve 799 votos, ficando à frente dos outros candidatos, os subprocuradores-gerais Mario Bonsaglia (que obteve 462 votos), Raquel Elias Ferreira Dodge (402 votos) e Carlos Frederico Santos (217).

 

Eduardo Cunha e Renan Calheiros estão entre os 48 políticos investigados pelo procurador-geral na Operação Lava Jato. Em março, o peemedebista criticou publicamente o chefe do Ministério Público por não tê-lo ouvido antes de solicitar abertura de inquérito para investigá-lo. Eduardo Cunha, denuniado por ter exigido propina de US$ 5 milhões de Júlio de Camargo, executivo da Toyo/Setal, para não “atrapalhar” contratos com a Petrobrás, está entre os investigados e amaçou "incendiar a República" se ele fosse reconduzido.

 

A expectativa em Brasília é que Janot apresentará nas próximas semanas, ao Supremo Tribunal Federal, as denúncias de políticos com foro privilegiado suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

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